O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “um ato vergonhoso” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos. A declaração ocorreu nesta terça-feira (27/10), durante uma comemoração de seu aniversário de 81 anos, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.
Reeleito no domingo (25), Lula afirmou que seu adversário na disputa presidencial deveria ter permanecido no país para responder às investigações.
“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa”, disse Lula.
“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Ele deveria ter entregue o passaporte. A Polícia Federal já devia suspeitar que ele sairia do Brasil, ele tem inquérito”, acrescentou.
Presidente relembra prisão em 2018
Ao receber os apoiadores, cortar o bolo e discursar, Lula comparou a situação à própria decisão de entregar o passaporte e se apresentar à Polícia Federal em abril de 2018.
“Resolvi me entregar na Polícia Federal porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência”, disse.
Lula permaneceu preso por 580 dias e foi libertado em 8 de novembro de 2019. Durante o discurso desta terça-feira, relacionou sua trajetória ao resultado das urnas.
“E estou aqui sendo reeleito para mais um mandato por conta de vocês. Por isso eu digo a vocês, quem não deve, não teme”, acrescentou Lula.
Viagem aos Estados Unidos
A saída de Flávio foi relatada à agência Reuters por uma fonte do governo norte-americano e um aliado próximo do senador. Segundo a agência, o parlamentar deixou o país sem cumprir o prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.
Também nesta terça-feira, o investidor e ex-secretário de Turismo do México Simón Levy afirmou nas redes sociais que Flávio havia chegado aos Estados Unidos. Levy atribuiu a articulação da viagem ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro. Ambos negam irregularidades. O senador também é alvo de investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.




































































