O Teatro Amazonas, um dos maiores símbolos históricos, arquitetônicos e culturais do Brasil, foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial da Humanidade. A decisão foi aprovada nesta segunda-feira (27), durante reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na República da Coreia.
O reconhecimento marca um momento histórico para o Amazonas e para a Região Norte, que passa a integrar, pela primeira vez, a Lista do Patrimônio Mundial Cultural da Unesco. Com a inclusão do Teatro Amazonas, o Brasil passa a contar com 26 sítios reconhecidos pela organização, sendo 16 culturais, nove naturais e um misto.
A candidatura foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), contando ainda com o apoio do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus.
Para a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, o reconhecimento fortalece a identidade cultural da região e amplia as oportunidades de preservação e valorização do patrimônio.
“Esse reconhecimento nos enche de orgulho e fortalece nossa identidade cultural, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de preservação, cooperação internacional e valorização dos nossos Teatros”, afirmou.
Símbolo da riqueza cultural da Amazônia
Inaugurado em 1896, durante o ciclo da borracha, o Teatro Amazonas tornou-se um dos principais cartões-postais do país e um dos mais importantes espaços culturais da América Latina. Sua arquitetura monumental reúne materiais importados da Europa e elementos inspirados na floresta amazônica, traduzindo a riqueza econômica e cultural vivida pela região no fim do século XIX.
Ao longo de sua história, o Teatro Amazonas consolidou-se como palco de grandes espetáculos nacionais e internacionais, além de promover a formação de artistas e impulsionar o turismo cultural em Manaus. Localizado no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico da capital amazonense, o monumento é reconhecido como um dos principais patrimônios da Amazônia e agora passa a integrar oficialmente o seleto grupo de bens culturais considerados de valor universal pela Unesco.


































































