Saúde passa a processar exames de diagnóstico para monkeypox

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FOTO: Girlene Medeiros/FVS-RCP | Maurício Neto/FVS-RCP

O Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) passa também a processar o diagnóstico para monkeypox, por biologia molecular (exames RT-PCR), a partir desta semana. O Lacen-AM é parte integrante da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

O diagnóstico para monkeypox é realizado com exames de biologia molecular, do tipo RT-PCR. Na segunda quinzena de outubro, o Lacen-AM recebeu a primeira remessa de kits para 384 diagnósticos do Ministério da Saúde, passando a receber mensalmente os kits e a integrar a rede de diagnóstico para monkeypox no estado.

De acordo com a gerente de diagnóstico de Endemias do Lacen-AM, Ana Ruth Arcanjo, mais kits serão enviados mediante necessidade. “O teste molecular para diagnóstico laboratorial deve ser realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. Estamos com pouco mais de 550 casos notificados e, conforme a demanda, o Ministério da Saúde deve enviar novos kits, evitando a descontinuidade”, afirma a gerente.

A partir de agora, o Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e o Lacen serão os laboratórios responsáveis pelo diagnóstico da doença no Amazonas.

O exame de biologia molecular, baseado na tecnologia PCR, foi desenvolvido a partir de recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico de monkeypox. O kit para o exame pode identificar o material genético (DNA) do vírus causador através da coleta de material retirado das erupções cutâneas (pústulas) presentes no paciente com suspeita de infecção pelo vírus, do gênero Orthopoxvirus, pertencente à família Poxviridae.

O kit faz a detecção e diagnóstico diferencial: ensaio contendo os alvos Orthopox geral/Monkeypox geral/Varicella Zoster.

No Amazonas, até quinta-feira (03/11), o quadro atual da Monkeypox é de 562 notificações, 219 confirmados, 264 descartados, 79 suspeitos e nenhum registro de óbito pela doença.

FOTO: Girlene Medeiros/FVS-RCP | Maurício Neto/FVS-RCP

No início de setembro, o Ministério da Saúde incluiu a monkeypox na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados.

Dessa forma, todos os resultados de testes diagnósticos para detecção de monkeypox, realizados por laboratórios, devem ser notificados ao Ministério da Saúde de forma imediata, em até 24 horas.

Os sintomas mais comuns de monkeypox são erupções cutâneas ou lesões espalhadas pela pele; adenomegalia/linfonodos inchados (conhecidos como ínguas); dor de cabeça; calafrios e fraqueza. Os pacientes confirmados para a doença devem manter isolamento até o desaparecimento das crostas e a completa cicatrização da pele, sem a necessidade de realização de um novo teste.

O Ministério da Saúde informou que, no início do mês de outubro, o Brasil recebeu as primeiras 9,8 mil doses de imunizantes contra a doença. As vacinas contra a doença foram adquiridas pelo Ministério da Saúde, por meio do fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para realização de estudos de efetividade.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, o quantitativo total que será adquirido é de 49 mil doses para o país. O Amazonas aguarda orientação sobre qual público será prioritário para recebimento dos imunizantes.

Referência

A FVS-RCP é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas, o que inclui a Vigilância Laboratorial por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).

A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus. O contato telefônico da FVS-RCP é o (92) 3182-8510.

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