O prefeito de Manaus, Renato Junior, apresentou as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus no enfrentamento às queimadas, à fumaça e aos impactos ambientais em reunião na sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), nesta segunda-feira, 28/9. O encontro reuniu a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, promotores de Justiça, representantes da Associação Amazonense de Municípios (AAM) e prefeitos e representantes de municípios do interior do Estado.
“Na Prefeitura de Manaus, nós estamos trabalhando com a mecanização rural, para que o produtor não precise usar o fogo no preparo da sua área. Também estamos fazendo a fiscalização com drones de alta tecnologia, que identificam pontos de calor, além de um trabalho permanente de conscientização ambiental, de porta em porta e nas escolas. E temos as nossas equipes trabalhando todos os dias na limpeza dos igarapés e da orla de Manaus. É um conjunto de ações que mostra que nós estamos fazendo a nossa parte e que estamos à disposição para contribuir com o Ministério Público e com os municípios do interior”, afirmou Renato Junior.
Também participaram da reunião representantes dos municípios de Anamã, Silves, Maués, Paulino, Borba, Envira e Nova Olinda do Norte, além da Associação Amazonense de Municípios. Os secretários municipais de Meio Ambiente, Fransuá Matos; de Comunicação, Camila Silva; de Saúde, Nagib Salém e Feiras e Mercados, Moisés Cunha, também estiveram presentes.
O prefeito também colocou a estrutura da Prefeitura de Manaus à disposição do Ministério Público e dos municípios do interior para ações de conscientização e fiscalização ambiental. A proposta deverá integrar um termo de cooperação entre as instituições.
“Essa luta não é só do Ministério Público. Essa luta é de todos nós. Por isso, eu não vim sozinho. Vim aqui trazendo todo o time da Prefeitura de Manaus. Os secretários e as equipes estão à disposição para tudo aquilo que o Ministério Público possa precisar de apoio”, afirmou.
O prefeito destacou ainda a importância da mecanização rural como alternativa às queimadas. “Nós acordamos com o produtor rural que se ele não tocar fogo, nós vamos entrar com a mecanização. A gente faz a supressão vegetal da área, esse material não é queimado, ele é retirado e triturado. E a gente também dá a muda, dá o insumo e dá o treinamento técnico. Se ele queimar, ele perde: não tem máquina, não tem muda e não aduba a área, além de ser multado”, explicou.
A arborização urbana também foi destacada. A Prefeitura de Manaus plantou mais de 45 mil árvores em 2026, número que supera o recorde registrado anteriormente. O prefeito afirmou ainda que determinou que os novos projetos de obras municipais contemplem o plantio e a preservação de árvores.
“Eu determinei que todas as obras, sejam elas de viaduto, novas avenidas, campos, quadras e reformas, toda e qualquer obra que a Prefeitura de Manaus faça, na minha gestão, contemple o plantio de árvores. Nós queremos árvores de porte médio ou grande, porque Manaus tem pressa com relação à questão climática. Não dá para plantar uma árvore que vai dar sombra só daqui a 20 anos. Todos os projetos da Prefeitura de Manaus que ainda estão no forno já têm o plantio de árvores previsto”, anunciou Renato Junior.
A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, afirmou que o enfrentamento à crise climática exige a união entre instituições e municípios.
“É importante nós chegarmos também nas crianças, nos adolescentes, chegarmos nas comunidades, e o Ministério Público está disposto a fazer isso, a sair dos gabinetes e ir para esses locais onde a informação precisa chegar acerca dos riscos que nós da geração atual e das novas gerações estamos sofrendo em razão dessa nossa falta de educação ambiental. Então nós vamos desenvolver uma campanha também com esse viés preventivo, em parceria com a Prefeitura Municipal e também no interior com os prefeitos e com as secretarias de Meio Ambiente, porque todos os promotores do interior também vão vestir essa camisa, vão abraçar essa causa”, complementou a procuradora-geral.
A proposta é construir uma atuação conjunta com a Prefeitura de Manaus e os municípios, especialmente em ações preventivas, de conscientização, monitoramento e fiscalização.
O coordenador das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente, Carlos Freitas, apresentou ainda a ferramenta de monitoramento utilizada pelo MP-AM para acompanhar focos de calor no Amazonas. “Essa plataforma permite analisar informações como localização, persistência e severidade dos focos, além de cruzar dados ambientais para apoiar a atuação dos órgãos públicos”, explicou Freitas.
O presidente da AAM, Anderson Souza, defendeu que as alternativas apresentadas pela Prefeitura de Manaus, especialmente a mecanização rural, sejam ampliadas para os municípios do interior.
“É algo cultural do caboclo amazonense fazer o seu roçado. Ele vai queimar sua capoeira, mas está fazendo ali como forma de sobrevivência. O que nós precisamos é ajudar o nosso interior, os prefeitos, a fazer isso como Manaus está fazendo como exemplo. Se Manaus está dando esse exemplo, nós temos que conseguir fazer com que o governo do Estado e o governo federal consigam fazer o mesmo nos municípios”, disse Souza.




































































