Municípios do Amazonas ainda sofrem com a falta d’água potável

Durante todo o ano de 2017, o Grupo de Trabalho (GT) do Saneamento Básico no Estado do Amazonas, que foi constituído pela Assembleia Legislativa (Aleam) mapeou os problemas de abastecimento de água potável, drenagem urbana, esgotamento sanitário e limpeza pública  em todos os municípios do Estado do Amazonas.

A informação está descrita  no relatório final GT, o qual afirma que  em 40 dos 62 municípios do interior do Estado do Amazonas ainda não existe tratamento da água distribuída à população, um levantamento detalhado dos problemas – causas e efeitos – nas áreas pesquisadas, com informações coletadas em diversos órgãos públicos e civis, ligados ao segmento, foi apresentado pelo grupo.

De acordo com os dados do levantamento, chama atenção o fato de quase todos os 62 municípios têm problemas na provisão que vão da precariedade do controle operacional e manutenção; falta de controle de qualidade na distribuição; deficiência na comercialização e descontrole na arrecadação; pouca capacitação e ausência de interiorização de ideias; obras inacabadas, e concorrência na oferta.

O Ministério das Cidades, afirma que em 40 municípios não havia tratamento da água distribuída à população, enquanto que em outros sete municípios, o tratamento realizado era apenas parcial (cloro).

Em 13 municípios com sistemas operados pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) destacam-se os aspectos: melhores condições de operação e manutenção; situação de incertezas diante da possibilidade de municipalização; carência de pessoal qualificado; estagnação na ampliação da cobertura dos serviços, e, crescente nível de inadimplência.

o Grupo de Trabalho reuniu em cinco volumes, um levantamento detalhado dos problemas – causas e efeitos – nas áreas pesquisadas, com informações coletadas em diversos órgãos públicos e civis, ligados ao setor.

Acesso à água potável e ao esgotamento sanitário são itens fundamentais para higiene e, consequentemente, para a saúde, os estudos do GT afirmam que na  zona rural da maioria dos municípios milhares de pessoas enfrentam, todos os anos no período de seca (agosto a janeiro), a falta de água potável, causando transtornos à saúde.

As doenças causadas pela água contaminada são diversas, entre elas as diarreias, hepatite A, leptospirose, verminoses, esquistossomose, dermatites e uma série de doenças gastrintestinais.  Por conta dessa situação, o Governo em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente Sustentável (SDS) celebrou convênio com o Ministério da Integração Nacional (MIN), através do Programa “Água Para Todos”, para viabilizar água potável a 10.100 famílias no interior do Estado.

O projeto deveria ser executado nas calhas dos rios Purus, Solimões, Negro e Amazonas, abrangendo os municípios de Beruri, Boca do Acre, Tapauá, Canutama, Lábrea, Pauini, Anamã, Anori, Caapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Careiro e Itacoatiara, no período de 2013 a 2014.

Os números mostram que os moradores  de algumas cidades do  interior do Amazonas, ainda estão desprovidos de água limpa, um drama que é vivenciado todos os anos, principalmente, no período da vazante dos rios.

O relatório também destaca que com o Programa “Água para Todos” que tem como  objetivo promover acesso à água a famílias rurais que vivem em áreas sujeitas ao isolamento não deveria ter tido problemas de continuidade.

O acesso à água potável é um dos problemas mais graves das cidades do interior do estado, o relatório recomenda que, em parceria com outras instituições, o Estado e municípios devem intensificar esforços visando a implementação de programas com finalidades semelhantes ao programa “Água para Todos”.

O drama não está apenas no interior do Estado, Manaus a capital do Amazonas ainda tem 200 mil pessoas sem água encanada em suas casas.

 

Água limpa não é um privilégio, o acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano essencial.

 

 

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