Ipaam realiza reunião interinstitucional para discutir estratégias de ordenamento para flutuantes na orla de Manaus

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FOTO: José Narbaes / Ipaam

Em reunião interinstitucional realizada na tarde de quinta-feira (19/08), na sede do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o diretor-presidente, Juliano Valente, recebeu uma comitiva de entidades municipais, estaduais e federais para discutir e estabelecer diretrizes para o ordenamento de estruturas flutuantes na orla de Manaus, em especial na região do Rio Tarumã-Açu.

Coordenada pela deputada estadual Therezinha Ruiz, a reunião contou com a participação de representantes da Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, da Procuradoria Geral do Estado do Meio Ambiente (PGE-AM), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

Também participaram da reunião a Associação dos Flutuantes do Tarumã-Açu (Afluta) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu (CBHTA).

Na pauta, foram discutidos importantes temas para a regularização e ordenamento de estruturas flutuantes na orla de Manaus, como a capacidade de suporte de recursos hídricos no local, a capacidade máxima de estruturas, a origem de fontes de poluição e a regulamentação da atividade de flutuantes no local.

O diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, explicou que o objetivo do encontro foi ouvir os representantes de cada entidade no sentido de alinhar discursos e chegar a um entendimento definitivo sobre as competências e responsabilidades no processo de licenciamento e fiscalização dos flutuantes.

“Hoje foi possível traçar um panorama geral sobre a real situação que envolve a questão de flutuantes na orla de Manaus. Agora, com o diálogo e a troca de informações entre todos os agentes envolvidos, já é possível vislumbrar soluções para um problema que já estava fugindo do controle”, disse Valente.

FOTO: José Narbaes / Ipaam

Segundo dados preliminares levantados por equipes técnicas do Ipaam, hoje existem cerca de 489 estruturas flutuantes na bacia do Tarumã, entre residências, estabelecimentos comerciais, balneários e outros.

Encaminhamentos – A reunião também foi um espaço para a troca de ideias e sugestões de encaminhamentos, como a elaboração de uma ação de embargo para a instalação de novas estruturas flutuantes no local até que o ordenamento esteja devidamente regulamentado, além do compartilhamento de informações entre os agentes reguladores para um levantamento de dados mais qualificado.

Segundo a deputada estadual Therezinha Ruiz, a falta de ordenamento das estruturas flutuantes na bacia do Tarumã já atingiu níveis preocupantes, por isso a importância de um diálogo entre todas as entidades.

“Todos nós precisamos cuidar dos nossos recursos hídricos, não apenas do Tarumã. Tenho certeza que esse foi o pontapé inicial que vai se desdobrar para novas ações favoráveis. A consolidação destes esforços conjuntos trará resultados consideráveis para a divisão de responsabilidades, definição de papéis e obrigações”, afirmou a parlamentar.

Ficou definida a realização de uma próxima reunião, com o mesmo grupo, no dia 3 de setembro, onde já será apresentado um esboço do Plano da Bacia do rio Tarumã-Açu, que prevê um estudo de capacidade do corpo hídrico e definição do número real de flutuantes que o ecossistema comporta.

O procurador do Estado, Daniel Viegas, destacou o caráter de urgência e importância da reunião, uma vez que o Tarumã envolve não apenas questões ambientais, como também sociais.

“A atividade de flutuantes afeta não apenas o meio ambiente, mas também o modo de vida das comunidades que vivem e dependem da bacia do Tarumã e seus recursos. Temos ali naquela região ribeirinhos, comunidades indígenas e até quilombolas”, concluiu.

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