Entenda o que muda com a nova Base Nacional Comum Curricular

Homologada na quarta-feira (20) pelo Governo do Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai tornar mais igualitária a educação básica brasileira. Com a Base, crianças de todas as escolas terão o direito de aprender conteúdos e desenvolver habilidades ao mesmo tempo, não importa se a escola é pública ou privada. O documento também procura reduzir disparidades encontradas entre os currículos dos estados e das regiões do País.

Atualmente, os currículos e os projetos pedagógicos das escolas seguem os parâmetros curriculares nacionais. Quando a BNCC for implantada, o que deve ocorrer a partir de 2019, ela será o guia para o que acontece nas salas de aula de Norte a Sul do Brasil. Um total de 60% do conteúdo deverá se basear na BNCC. O restante será definido pelas redes e escolas.

A Base traz, de forma mais detalhada, o que deve ser abordado nas classes em cada ano das educações infantil e fundamental. O documento não propõe, no entanto, um currículo unificado, pois a autonomia dos estados e municípios, a diversidade cultural e as desigualdades sociais demandam, de acordo com o texto da Base, currículos diferenciados e adequados a cada sistema, rede e instituição escolar.

Em vez disso, a BNCC apresenta um novo conceito: as competências, que os alunos deverão dominar no curso dos anos escolares.

As competências gerais da Base incluem, entre outros itens: valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre os mundos físico, social e cultural para entender e explicar a realidade; exercitar a curiosidade intelectual; desenvolver o senso estético para valorizar e participar de diversas manifestações artísticas e culturais; utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica; valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais; exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação. Além disso, há competências específicas para cada disciplina.

Alfabetização e disciplinas

Na educação infantil, as escolas deverão focar no desenvolvimento da oralidade e da escrita. Nesta etapa, “as crianças estão se apropriando da língua oral e, por meio de variadas situações nas quais podem falar e ouvir, vão ampliando e enriquecendo seus recursos de expressão e de compreensão, seu vocabulário”, explica o documento.

Já no 1º ano (crianças por volta dos 6 anos de idade), conhecimentos em matemática, álgebra, como geometria, probabilidade e estatística, serão mais explorados.

A alfabetização deverá ocorrer nos dois primeiros anos do ensino fundamental. Atualmente as crianças devem saber ler e escrever até o fim do 3º ano do ensino fundamental.

Já o ensino de história deverá ser organizado de acordo com a ordem cronológica dos eventos, e o inglês será idioma estrangeiro obrigatório, a ser implementado a partir do sexto ano do ensino fundamental. Na versão anterior da BNCC, a escolha da língua era de responsabilidade das redes de ensino.

Fonte: Planalto, com informações da Base Nacional Comum Curricular

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