Museu da Cidade de Manaus recebe exposição nacional sobre memórias da pandemia da Covid-19

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Foto: Foto: Valdo Leão / Semcom

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), recebe, no Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade, Centro Histórico, a exposição nacional “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros”, promovida pelo Ministério da Saúde.

Aberta nesta quarta-feira, 30/9, a mostra tem abordagem multimídia e interativa e reúne relatos, fotografias, vídeos, cartazes, diários, mensagens e testemunhos de pessoas de diferentes regiões, culturas e realidades do país.

A exposição também resgata momentos marcantes vividos durante a pandemia, como a crise de oxigênio enfrentada por Manaus, em 2021. Para o presidente da Manauscult, Marcio Braz, a iniciativa representa um espaço de memória, escuta e reflexão sobre as experiências vividas durante o período.

“É uma exposição tecnológica, interativa e cheia de memórias e sentimentos. São depoimentos de mulheres e histórias de pessoas que viveram aquele período, além dos nomes de pessoas que infelizmente faleceram em decorrência da pandemia. Para a Prefeitura de Manaus, este é um momento de muita sensibilidade, escuta, observação e reflexão”, afirmou.

A exposição “A Infinita Memória da Pandemia” já recebeu mais de 20 mil visitantes durante as temporadas realizadas em Brasília (DF) e São Paulo (SP). A proposta é homenagear as pessoas afetadas pela Covid-19 e estimular a reflexão sobre temas que permanecem presentes, como ciência, saúde coletiva, comunicação e memória social.

Para o secretário Municipal de Saúde, Nagib Salem, relembrar o período também permite avaliar as mudanças realizadas na estrutura da saúde pública desde o início da pandemia.

“A gente não pode esquecer o que aconteceu. Quando lembramos o que passou, também pensamos no que mudou de lá para cá em relação à estruturação da saúde pública. Houve uma melhora na estrutura e, hoje, teríamos condições de oferecer um atendimento melhor à população, caso uma pandemia desse porte voltasse a acontecer”, destacou.

Segundo o secretário, a rede municipal de saúde foi ampliada nos últimos anos, com novas unidades e estruturas destinadas ao atendimento da população.

“De lá para cá, expandimos essa rede. Hoje temos unidades com mais de 1,2 mil metros quadrados, com todas as condições para realizar o pré-atendimento que, naquela época, não tínhamos. Temos trabalhado fortemente nessa estruturação, e esse já foi um grande trabalho realizado pela Semsa”, acrescentou.

Memória

A temporada em Manaus é realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Centro Cultural do Ministério da Saúde, e segue aberta ao público até o dia 29 de novembro deste ano. A coordenadora-geral de Documentação e Informação do Ministério da Saúde, Maria Resende, representou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na abertura da exposição.

Segundo ela, a população de Manaus poderá se reconhecer nas histórias apresentadas pela mostra, especialmente por ter vivido de forma intensa os efeitos da pandemia.

“A exposição traz diferentes relatos, e a população de Manaus vai poder se reconhecer nos módulos e também em alguns dos relatos apresentados. Isso é muito importante porque Manaus viveu de uma forma mais intensa esse período da pandemia. É uma oportunidade de relembrar e preservar essas histórias”, afirmou.

Entre as histórias lembradas pela exposição está a do cacique Messias Kokama, que morreu durante a pandemia, pai da cirurgiã-dentista Miriam Moreira. Para ela, além de preservar a memória, a mostra reforça a importância da iniciativa e serve como alerta para as próximas gerações.

“É uma exposição que está ligada à cultura e à memória, mas também é um alerta. O vírus ainda existe, embora esteja mais controlado por conta da vacinação. Por isso, precisamos continuar nos vacinando e nos prevenindo para que não aconteça novamente o que vivemos durante a pandemia. Além de manter a memória, também é um alerta para as próximas gerações”, destacou.

A comissária de bordo Danielle Alves também perdeu pessoas próximas durante a pandemia e teve o trabalho diretamente afetado naquele período. Para ela, revisitar essas experiências ajuda a compreender o que foi vivido e pode contribuir para evitar que os mesmos erros se repitam.

“Eu acho que isso traz um novo panorama, uma nova visão do que aconteceu com a gente, de como conseguimos superar aquele período e de como essa experiência pode nos ajudar a evitar os mesmos erros do passado”, afirmou.

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