Vereadores sinalizam apoio à causa dos bancários

CMM

As demandas apresentadas, na manhã desta segunda-feira (13), por representantes do Sindicato dos Bancários do Amazonas (SEEB-AM) e da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA), obtiveram total apoio dos parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que vão apresentar Moção de Solidariedade à causa e Moção de Repúdio às imposições da direção da empresa em três cláusulas: em relação à amamentação do lactente; INSS e a imposição do código de ética da empresa para a AEBA.

Em apoio à causa, o presidente da Casa Legislativa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), nomeou uma comissão especial e designou os vereadores Luis Mitoso (PSD), Fabrício Lima (SDD) e Dr. Gomes (PSD) para acompanhar e dar andamento à questão.

Como explicou a diretora regional da AEBA, Andréia Gonçalves, as três cláusulas ilegais impostas pela direção do Banco da Amazônia são: a referente à amamentação, em que se exige a apresentação do laudo de lactente para que a funcionária tenha uma hora a mais de descanso em relação aos demais trabalhadores; a segunda sobre o INSS, que segundo ela, quando o trabalhador que se encontra um ano afastado do emprego, o Banco da Amazônia exige que o funcionário apresente um laudo do próprio médico do Banco e, caso o médico afirme no laudo que o trabalhador está apto a retornar ao trabalho, automaticamente é cancelado o pagamento do beneficio, mesmo com laudo contrário do INSS.

Já a terceira, refere-se à submissão da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA) mediante o código de ética da empresa. “São essas três cláusulas que a direção do Banco da Amazônia apresentou no momento do acordo, o que nos deixa em uma situação sem condições de aceitar”, disse Andréia, ao acrescentar que o patrocínio do plano de saúde também deve retornar, assim como é feito em todos os bancos federais.

“Vamos trazer um documento para a Casa, colocando as reivindicações para apresentar a todos os vereadores e tentar discutir essas demandas em audiência pública” reforçou a Andréia.

Entre outros problemas, o secretário geral do SEEB-AM, Daniel Batista, lembrou que, após quatro dias da greve, que começou no dia 30 de setembro, foi fechado acordo com o Banco do Brasil, Caixa Econômica e bancos particulares, isso porque houve pequenos avanços nas questões econômicas e sociais, porém não houve o mesmo acordo com o Banco da Amazônia.

De acordo com ele, a empresa só propôs um índice de 8,5% na questão salarial, os 12,2% como aumento do ticket alimentação não teve acordo, como outros bancos.“Queremos que esta Casa manifeste apoio à greve, até que haja avanços nas negociações para os benefícios aos trabalhadores”, completou Daniel.

Apoio

Vários parlamentares declararam apoio à causa na tribuna da Câmara, entre eles o vereador Mitoso, que também já foi bancário. “Conheço um pouco dessa questão. Sempre lutei para conseguirmos passar de oito para seis horas a carga horária de trabalho dos bancários. Busco interagir para defender as suas bandeiras de luta”, revelou Mitoso.

Dr. Gomes também assinalou apoio à causa e repudio às decisões da diretoria do Banco da Amazônia. “A voz de vocês está representada neste parlamento, que defende os seus direitos. Sou bancário de formação e repudio a imposição da diretoria do Banco da Amazônia”, criticou Gomes.

Além deles, os vereadores Professor Samuel (PPS), Fabrício Lima, Mário Frota (PSDB), Everaldo Farias (PV), Wilker Barreto (PHS) e a bancada petista também manifestaram solidariedade aos bancários.

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