Última noite do Pirarucurta inicia com bate-papo sobre mercado audiovisual

Convidados destacaram desafios e dificuldades enfrentados por quem atua e deseja atuar na área do audiovisual no Amazonas.

 

 

A última noite do Pirarucurta – Festival Audiovisual Universitário FMF|Wyden ocorreu nesta sexta-feira (16), e teve início com o bate-papo sobre o cenário do mercado audiovisual no Amazonas. A conversa teve como mediador o jornalista Caio Pimenta, acompanhado do diretor e roteirista da Fita Crepe Filmes e Artes Cênicas Ltda., Bernardo Ale Abinader, e do sócio-diretor da Leão do Norte Consultorias e Produções Audiovisuais, Carlos Barbosa.

O bate-papo discutiu as dificuldades e desafios do mercado audiovisual no Amazonas, Estado longe dos principais centros produtores do Brasil, e que precisa de uma valorização maior por parte dos governantes e do público em geral, sendo necessário mais investimento para as produções locais.

 

Foto: Antônio Netto

Os convidados ressaltaram a ausência de cursos de formação específicos para quem deseja seguir na área em Manaus. Segundo o diretor da Fita Crepe, as produções audiovisuais estão presentes em tudo e precisam ser mais valorizadas. “Nós vivemos em um mundo audiovisual e isso tende a ser cada vez mais intenso, é impossível o audiovisual sumir, morrer”, disse Abinader.

 

Foto: Antônio Netto

Outro ponto enfatizado pelos convidados foi sobre o preconceito existente com as produções brasileiras por parte do público ainda acostumado a prestigiar trabalhos de outros países. “Precisa educar o público a frequentar eventos como o Pirarucurta, a maioria das pessoas acha o cinema brasileiro chato, mas por que é chato? O público está acostumado com grandes produções e não valorizam as produções brasileiras de baixo custo”, enfatizou Barbosa.

De acordo com o diretor de programas da TV Ufam, Caio Pimenta, eventos como o Pirarucurta abrem portas para os futuros profissionais. “Nunca tinha visto um evento igual que possibilita contato com gente que você nunca tinha ouvido falar, contato com jurados e com profissionais da área. Quando você fala em cinema, ninguém lembra de Manaus. Esse evento funciona como um espelho e uma rede de contatos”, destacou Pimenta.

Para finalizar o bate-papo, os convidados destacaram a importância de atrair os espectadores para as produções locais como um caminho para o futuro cinematográfico no Amazonas, com vontade, energia e coragem, pois é um cenário que promete crescer cada vez mais.

Texto: Thaiana Andrade – Da Agência Experimental Falcon – Faculdade Martha Falcão / Wyden – FMF

Edição: Vanessa Sena

 

 

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