Teatro Amazonas recebeu ópera inédita do século XVII para comemorar aniversário da cidade

 

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Na data em que Manaus comemorou 345 anos, mais um momento histórico ocorreu na noite desta sexta-feira, 24, no Teatro Amazonas. O local recebeu, pela primeira vez, a ópera “Pastores do Amazonas”, criada pelo dramaturgo amazonense Bento Tenreiro Aranha, personagem importante para a região durante o século XVIII. O teatro teve todo o seu espaço ocupado pelo público que foi prestigiar a montagem de uma peça com mais de 200 anos que relata um drama pastoril em tom lírico.

A ópera foi recuperada por pesquisadores e artistas vinculados à Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e oferecido gratuitamente como um presente à cidade pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e Conselho Municipal de Cultura (Concultura).

De acordo com a produtora executiva da remontagem da ópera, Gislaine Regina Pozzetti, a obra apresentada foi fruto de um trabalho de pesquisa e levou aproximadamente três anos para ser concluída. “Dentro do laboratório de Orquestra Barroca da UEA foi feita a remontagem musical totalmente voltada para trazer a atmosfera que o Bento Tenreiro Aranha concebeu naquela época. A obra era inspirada em momentos que o Brasil vivia e a apresentação recebeu apoio de diversos órgãos ligados à cultura pelo entendimento do mesmo da sua importância”, destacou.

Ainda segundo Pozzetti, é necessário olhar para os artistas do passado e dar oportunidade de trazer à tona suas obras como forma de resgatar não só obras antigas, mas valorizar e fomentar a cultura na região. “A apresentação da ópera culminou com o aniversário da cidade e este é um dos maiores presentes para população. Precisamos voltar os olhos para o passado, redescobrir nossos tesouros para construir um futuro melhor para nossa região”, conclui.

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A ópera foi apresentada ao público com um verdadeiro espetáculo. De acordo com a organização do evento, toda a obra louva o nascimento da filha da rainha Dona Maria I. Para o diretor cênico da remontagem, Roger Barbosa, a ópera revela a importância do resgate da produção cultural a região no século XVIII. “Toda a equipe envolvida na produção está extremamente motivada e realizou um trabalho de excelência. Todos sabiam da importância da apresentação e tiveram conhecimento, competência e principalmente vontade de fazer. Foi um verdadeiro sucesso”, disse.

Para a estudante Gabriella Siqueira, 28, oferecer um drama deste nível é dar oportunidade aos manauaras de conhecer a cultura em suas mais variadas formas. “Manaus realmente está sendo bem presenteada este ano. Tenho acompanhado os eventos culturais oferecidos gratuitamente e estou muito feliz em saber que esta gestão se preocupa com a arte e com o fomento à cultura. É uma forma de fazer com que a população tenha acesso aos eventos. Fiquei emocionada com a ópera e a acústica, beleza e integridade do nosso teatro ajuda muito”, destacou a estudante.

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