Programa Amazônia Conectada: rede metropolitana amplia conexão com novo ponto em São Gabriel da Cachoeira

Solenidade por meio de videoconferência reuniu representantes do Governo do Amazonas, Governo Federal e Exército Brasileiro

Representantes do Governo do Amazonas, Governo Federal e Exército Brasileiro apresentaram, na segunda-feira (27/09), novos avanços com a instalação de mais um ponto de conectividade por meio do programa Amazônia Conectada, contemplando o município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus). A parceria já alcança dez cidades do interior, oferecendo um canal de transmissão com o uso de fibra óptica pelos leitos dos rios.

A solenidade ocorreu por meio de videoconferência no Comando Militar da Amazônia (CMA), zona oeste de Manaus, reunindo representantes do Ministério da Defesa, Governo do Amazonas e Exército Brasileiro. A ação marca a finalização do quinto estágio do projeto e integra os municípios de São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro à Rede Vitória Régia (RVR).

Encarregada por uma parte da logística de distribuição do sinal a partir das fibras óticas, a Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam) realizou a ligação de seis pontos em São Gabriel da Cachoeira, incluindo escolas, o hospital e o campus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O diretor-presidente da Prodam, Lincoln Nunes, falou sobre os avanços.

“Basicamente em 2021, com o apoio do governador e da Casa Civil, nós tivemos todas as condições técnicas para fazer com que o sinal do Amazonas Conectada chegasse a órgãos públicos, como escolas e hospitais. Todo o interior ganha com esse projeto. Nós estamos aqui olhando outras oportunidades para o interior usufruir mais e melhor dessa tecnologia. E o homem dessa região se aproveitar cada vez mais dessa ligação”, destacou.

O secretário de Administração e Gestão, Fabrício Cyrino Barbosa, afirmou que a cooperação entre Governo do Estado, Ministério da Defesa e Exército tem sido fundamental para firmar a modernização da gestão pública em municípios do interior.

“Quando a gente fala em modernização de gestão pública a gente não pode esquecer de falar de conectividade, um grande gargalo que sempre tivemos no Estado, durante décadas, é essa questão da conexão que a gente tem com o interior. Nós temos diversos projetos e políticas públicas sendo implementadas na capital, mas que nunca foram possíveis serem levadas para o interior, por conta dessa falta de link e comunicação, que hoje com esse projeto a gente está conseguindo ter um avanço”, disse o secretário.

O comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general Achilles Furlan Neto, avaliou os impactos do programa para a população em geral.

“Como comandante da área isso vai facilitar demais o comando de controle. Acrescente também a ajuda que vai dar às pessoas do Exército Brasileiro, mas eu vou bem além, porque na realidade o que está chegando lá é a esperança para a população que mora lá. Primeiro que tudo foi feito com vários ministérios e isso vai levar, ao meu ver, esperança à população. O efeito que isso tem na ponta da linha é impressionante”, ressaltou o comandante.

Avanços – Com a ampliação do programa, as áreas da saúde e educação são diretamente beneficiadas pela rede de dados mais veloz, segura e confiável.

O secretário de Saúde do Amazonas, Anoar Samad, afirmou que a rede ligada ao Amazônia Conectada permitirá a implantação de prontuários eletrônicos em municípios mais distantes, além de hospitais que já usufruem dos serviços de telemedicina, inclusive com as consultas feitas por médicos do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

“Sem dúvida alguma isso vai facilitar muitos projetos que o governador Wilson Lima tem para a saúde do Amazonas, os projetos que nós estamos desenvolvendo para o interior. Apesar de 53% da população do Amazonas estar concentrada em Manaus, nós ainda temos 47% da população, ou seja, metade da população vive no interior. Isso vai ser uma grande oportunidade para a gente melhorar cada vez mais a saúde do nosso povo do interior”, afirmou Samad.

A secretária executiva adjunta de Gestão da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), Rosalina Lobo, destacou que o projeto é um marco importante devido às dificuldades logísticas naturais da região.

“No contexto de tecnologia e do pedagógico isso muda totalmente a forma de fazer educação. Nós vamos poder melhorar a parte de formação continuada dos nossos professores, o acesso ao conteúdo dos nossos alunos. Mesmo antes dessa fase de pandemia, a vida já era difícil na nossa região no contexto da educação. Hoje nós temos um cenário muito propício, onde você vai encurtar as distâncias que o aluno e o professor tenham acesso a materiais de qualidade, tanto quanto um aluno da capital”, disse Rosalina Lobo.

Sobre o projeto – O Amazônia Conectada é um projeto interministerial do Governo Federal e tem por objetivo implantar fibra óptica nos leitos dos rios da Amazônia, além de trechos terrestres, para interligar cidades e comunidades, e estabelecer canais de transmissão de dados de alta velocidade, seguros e confiáveis.

Lançado em 2015, o projeto prevê o lançamento de aproximadamente 9 mil quilômetros de fibras óticas subaquáticas, em seis infovias: rio Solimões, rio Negro, rio Madeira, rio Juruá, rio Japurá e rio Purus. Atualmente, os trabalhos estão concentrados nas infovias do Solimões e Negro.

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