A oportunidade de amamentar um filhote de peixe-boi-da-Amazônia e de ver a maior folha do mundo, a Coccoloba, chamou a atenção da princesa japonesa Mako, 26, em visita ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), na manhã desta quinta-feira (26). Esta é a quarta vez que a família imperial japonesa visita o Inpa, instituto que nesta sexta-feira completa 64 anos de implantação e é referência mundial nos estudos de biologia tropical.
Filha do príncipe Akishino e neta do imperador Akihito, Mako está no Brasil pelas comemorações dos 110 anos da imigração japonesa ao Brasil. Em Manaus desde a última terça-feira (24), o Inpa foi a última parada na capital amazonense antes da princesa seguir para o estado do Pará.
“Nos sentimos muito honrados de ter recebido uma pessoa tão atenciosa e simpática como a princesa Mako, principalmente porque o Inpa tem uma cooperação internacional com o Japão, que é o Projeto Museu na Floresta”, disse o ex-diretor do Inpa Luiz Renato de França.
Mako participou logo no início de uma apresentação institucional no Auditório da Diretoria. O ex-diretor falou sobre a atuação da unidade de pesquisa e o representante da Jica Akio Saito apresentou o Projeto Museu na Floresta, uma parceria do Inpa com a Universidade Quioto, com financiamento da Jica.
No Bosque da Ciência, a princesa ajudou a amamentar um filhote de peixe-boi acompanhada pela pesquisadora Vera da Silva e do tratador Daniel Bezerra. Ainda na área dos tanques de peixes-bois, Mako passou mais de 10 minutos e demonstrou muito interesse no mamífero aquático ameaçado de extinção. Em conversa com princesa, a pesquisadora Mumi Kikuchi, do Centro de Pesquisa da Vida Selvagem da Universidade de Kyoto, falou sobre seu trabalho com peixe-boi aqui na Amazônia.
“Fiquei muito bem impressionada não só pela educação e fineza da princesa Mako, mas também pela curiosidade que teve das coisas amazônicas. Ela quis tocar no peixe-boi, fez comentários a respeito, deu mamadeira, perguntou sobre dieta, tamanho”, contou Silva.