Prevbarcos permitiram acesso a benefícios previdenciários a mais de 600 mil ribeirinhos

Quando nós atracamos os barcos, já costumam ter 200, 300 pessoas esperando por atendimento. A concessão desses benefícios muda a vida dessas comunidades, que estão isoladas tanto pela água como pela floresta”, relata Joel Correia Guimarães, comandante de um dos Prevbarcos. Foto: Divulgação/Ministério da Previdência.
Foto: Divulgação/Ministério da Previdência.

Levar cidadania a comunidades ribeirinhas, indígenas, remanescentes de quilombos e a seringueiros da região amazônica. Foi com esse objetivo que a Previdência Social criou o projeto Prevbarco. A iniciativa – que transforma grandes embarcações em agências da Previdência – permite que as populações mais isoladas do País tenham acesso aos benefícios previdenciários como auxílio-doença e aposentadoria. Em 17 anos, o projeto beneficiou mais de 600 mil pessoas só na região Norte do País.

Hoje, esse serviço é prestado por meio de quatro Prevbarcos que percorrem rios da bacia amazônica como o Amazonas, o Negro e o Xingú para atender a populações ribeirinhas dos estados do Pará, Amazonas e Rondônia. Antes, o deslocamento de barco a uma agência da previdência mais próxima levava até 22 dias.

Além disso, o diretor destaca que o pagamento dos benefícios do INSS tem proporcionado dignidade e melhorado as condições de vida das comunidades locais, pois representam a principal fonte de renda da maioria das comunidades da região.

Hoje, o salário-maternidade corresponde a mais da metade dos benefícios concedidos pelos barcos da Previdência – só no estado do Amazonas esse índice chega a 67% do total – seguido por aposentadoria e pelos benefícios assistenciais, segundo dados do instituto.

Pela legislação brasileira, idosos trabalharam em atividades rurais ou extrativistas têm direito à aposentadoria no valor de um salário mínimo. Mulheres grávidas nessas condições também têm direito ao salário-maternidade, por quatro meses, após terem seus bebês.

Os serviços oferecidos nas unidades móveis fluviais são os mesmos disponíveis nas agências fixas da Previdência, graças à transmissão de informações via satélite, como enfatiza o diretor de atendimento, Mário Sória

Atualmente, além das quatro unidades próprias do Prevbarco, a Previdência atende as comunidades ribeirinhas com outras sete embarcações. Três delas são resultado de convênio com o Governo do Estado do Amazonas e as outras quatro de um acordo com a Marinha. Esses convênios permitem a prestação de serviços também às populações ribeirinhas do Amapá e da lha de Marajó.

Só em 2013, mais de 48 mil pessoas foram atendidas pela rede de atendimento flutuante da Previdência. Até outubro de 2014, esse número já tinha chegado a 30 mil.

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