A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), realiza, neste sábado, 28/2, a partir das 8h, uma ação de saúde na instituição Lar de Mariazinha, no bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona Leste, que promove um projeto social voltado ao acolhimento de pessoas acometidas pela hanseníase. As duas instituições irão mobilizar dermatologistas, enfermeiros, infectologistas, fisioterapeutas, técnicos em dermatologia e de laboratório, onde conjuntamente, serão ofertadas avaliações em contatos de pessoas acometidas por hanseníase.
A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa, enfermeira Cristina Malveira, explica que o trabalho das equipes será focado na avaliação da sensibilidade, força motora, aplicação de testes rápidos para hanseníase e exame de baciloscopia em pessoas que têm contato domiciliar ou intradomiciliar e contato social com pacientes acometidos pela doença.
“Por ter esse contato mais próximo e prolongado, essas pessoas podem estar mais vulneráveis à doença, por isso iremos reforçar a oferta de testes rápidos, juntamente com a aplicação do Questionário de Suspeição de Hanseníase, um instrumento essencial para o diagnóstico precoce”, acrescenta a enfermeira.
Aliado aos testes rápidos, o Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH), que é adotado pela Semsa desde 2022, é fundamental no protocolo de atendimento aos casos de hanseníase. De um total de 170 casos considerados suspeitos, 22 foram confirmados, um importante passo para viabilizar o tratamento em tempo oportuno.
Cristina Malveira ressalta que o fator tempo é fundamental no tratamento da hanseníase, doença de evolução lenta (em média de dois a sete anos), o que impacta no início do tratamento, que por sua vez, se iniciado precocemente, é capaz de interromper a cadeia de transmissão e prevenir sequelas físicas irreversíveis.
“Por isso a investigação dos contatos é uma estratégia de rotina fundamental para o controle da doença. Quanto mais cedo a doença for identificada, menores as chances de o usuário desenvolver danos e incapacidades físicas”, acentua.
Doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, a hanseníase é transmitida quando uma pessoa infectada pelo bacilo (sem tratamento) para uma pessoa sadia, por meio de gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse ou espirro. As chances de transmissão se elevam quando o contato com a pessoa doente é próximo e prolongado.
Em 2025, Manaus registrou 106 casos novos de hanseníase, incluindo 10 diagnosticados em pessoas com menos de 15 anos, o que mostra a manutenção da transmissão ativa da doença, em especial entre os familiares. Em 2024, o número de casos diagnosticados chegou a 85 em adultos e três em crianças.






































































