No Dia de Combate às Drogas, escolas buscam diálogos e rede de proteção a estudantes

Escolas da Secretaria de Estado de Educação e Desporto promoveram atividades como palestras e oficinas em alusão do Dia Nacional de Combate às Drogas, comemorado na quinta-feira (20/02). Alunos dos 1º e 3º anos da Escola Nathalia Uchôa, na zona sul de Manaus, tiveram palestras, assistiram a um curta-metragem baseado em um caso real e, em seguida, dramatizaram a situação de uma família e amigos que lidam com usuários de drogas.

Leonardo Taffarel, do 1º ano, disse ter convivido com pessoas que usam drogas, viu os efeitos que elas causam e tem certeza que não quer experimentar. “Um dia desses morreu um deles, e a gente entende o que vem desse assunto. Acho que esse tipo de atividade é legal, incentivar o esporte também porque eles ficam com tempo livre e acabam indo para esse caminho”, comentou o aluno.

O colega dele, Emmanuel Oliveira, concorda que é necessário discutir o tema e aproximar a escola dos alunos. Na visão dele, um dos pontos positivos é pode inibir a persuasão de aliciadores. “É uma coisa que destrói vidas, famílias. Na minha igreja tem umas pessoas que eram usuárias. É visível que o corpo deles ficou detonado, mas estão se recuperando e acho que é possível sair de todo vício. Acho que, dependendo de onde a pessoa vive, de classe social, varia o conhecimento, mas, no geral, as pessoas sabem dos males”.

Palestra – O responsável pela atividade foi o gestor da escola, Raphael Xavier. Ele participou de um curso realizado em 2019 sobre Saúde e Segurança na escola, promovido pela Fiocruz Brasília e a Universidade de Brasilia (UnB), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O objetivo do curso Saúde e Segurança na escola é formar educadores de escolas públicas para implementação de um projeto de ações voltadas ao enfrentamento de situações de violência em contextos de risco pelo envolvimento com álcool e outras drogas.

A atividade no Cepan consistiu em um cine debate com curta-metragem, roda de diálogo, apresentando os riscos do uso de drogas lícitas e ilícitas, produção de cartazes sobre o tema e dramatização com teatro de improviso. Xavier diz que essa é a primeira atividade de um ciclo que está programado para 2020.

“Queremos proximidade com os professores, os pais e comunidade, buscando criar uma rede de proteção aos nossos estudantes e fortalecer o combate do uso de drogas. Alguns alunos convivem próximo de facções, e a escola tem que trazer esperança e atuar como uma luz para que esses estudantes consigam enxergar o futuro, uma amanhã e que consigam ter uma perspectiva de futuro. Se a gente conseguir criar um canal de confiança entre os estudantes e a escola, a gente consegue ser esse baluarte”, destaca o gestor.

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