O fim de ano em Manaus ganhará novos significados com o lançamento do “Natal que Acolhe”, um projeto que une solidariedade, arte amazônica e ocupação cultural do Centro Histórico. Idealizado pela advogada amazonense Jade Amorim em parceria com o diretor do CCCI, João Fernandes, a iniciativa chega como um convite à sensibilidade coletiva, convocando a cidade a olhar, com mais cuidado, para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O evento será no dia 14 de dezembro, aberto ao público, ocupando ruas e praças com música ao vivo, artesanato e gastronomia regional.
A proposta é conectar o talento de artesãos da capital e do interior ao fortalecimento de instituições que acolhem jovens em risco social. Nesta primeira edição, serão beneficiadas três instituições: o Núcleo de Assistência à Criança e à Família em Situação de Risco (Nacer), o Lar Batista Janell Doyle e o Lar Beata Chiara Bosata. Empresas e apoiadores que aderirem ao movimento receberão o Selo “Contribuição Transformadora Natal que Acolhe 2025”.
O evento também marca a abertura das portas do prédio que abrigará a nova sede do Centro Cultural Casarão de Ideias (CCCI), antigo Grupo Escolar Saldanha Marinho, atualmente em processo de restauro com recursos privados. O espaço será um novo polo de arte e convivência na região central de Manaus.
Para Jade Amorim, que há mais de 15 anos dedica sua carreira à proteção da infância e da juventude no Amazonas, o projeto é mais do que um evento: é um gesto de amor coletivo.
“Com o ‘Natal que Acolhe’, a nossa cidade vive um encontro de amor e solidariedade, abraçando a cultura, o cuidado e a esperança. Cada gesto importa. Cada visita, cada apoio, cada compartilhamento ajuda a construir oportunidades para crianças e adolescentes que precisam ser vistos. Proteger quem mais precisa é construir o futuro da nossa cidade”, afirma a idealizadora.
A programação foi pensada para atender toda a família. A abertura contará com uma Cantata de Natal, às 17h, na varanda do novo CCCI, reafirmando a ocupação cultural do Centro Histórico. Pelas ruas Barroso, Saldanha Marinho e Costa Azevedo, o público encontrará barracas de artesanato amazônico, reunindo criadores de diversas regiões do Estado, além de opções gastronômicas tradicionais.
Sobre os idealizadores
Jade Amorim é advogada amazonense e servidora de carreira do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), onde descobriu sua vocação para atuar nas áreas de Infância e Juventude. Há mais de 15 anos, se dedica à proteção de crianças, adolescentes e populações em vulnerabilidade, na capital e no interior, além de iniciativas de fortalecimento de redes de apoio, reestruturação de abrigos e projetos voltados a pessoas em situação de rua.
João Fernandes é artista, gestor cultural e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde coordena a pós-graduação em Gestão e Produção Cultural. Natural do Ceará, vive em Manaus há mais de duas décadas. Fundou o CCCI em 2010, centro cultural sem fins lucrativos que se tornou referência no Amazonas ao promover a cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico.






































































