Líderes de cinco partidos do Parlamento da Groenlândia se manifestaram nesta semana contra as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a anexação do território autônomo ligado à Dinamarca. A ilha, estratégica e rica em minerais, ocupa posição central nas disputas geopolíticas do Ártico.
“Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses. O futuro da Groenlândia deve ser decidido pelos groenlandeses”, afirmaram, em nota conjunta, os líderes partidários. A declaração reúne os quatro partidos que integram o atual governo local e também o principal partido de oposição, que defende a independência acelerada do território.
Trump tem reiterado que o controle da Groenlândia seria “crucial” para a segurança nacional dos Estados Unidos, citando o aumento da presença militar da Rússia e da China na região do Ártico. As declarações reacenderam tensões diplomáticas e geraram forte reação política e social na ilha.
A rejeição, porém, não se limita ao Parlamento. Nas ruas, o sentimento é de resistência. Em entrevista, o pescador Julius Nielsen, de 48 anos, resumiu a posição de parte da população: “Americanos? Não. Já fomos colônia por muitos anos. Não queremos voltar a ser colônia”.
O posicionamento reforça a defesa da autodeterminação e evidencia que qualquer decisão sobre o futuro da Groenlândia passa, necessariamente, pela vontade de seu próprio povo.






































































