Ministro Eduardo Braga adianta que programas sociais do Governo Federal serão ajustados e garante que nenhum será extinto

O Governo Federal fará os ajustes necessários para assegurar os fundamentos da economia e fazer que o Brasil volte a crescer, e crescer com intensidade. A informação é do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que foi escalado pela presidenta Dilma Rousseff, junto com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para conceder entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira (16/03) no Palácio do Planalto, em Brasília.

Cardoso-e-Braga
O ministro Eduardo Braga disse que é preciso ter coragem para fazer os ajustes antes que a crise atinja as empresas brasileiras e, consequentemente, os empregos dos brasileiros. “O governo trabalha para todos os brasileiros que votaram na presidenta Dilma, para os que não votaram e até para os que não compareceram às urnas. O Governo Federal está fazendo essas mudanças dialogando com a sociedade e com o Congresso Nacional, com muita humildade. Só não erra quem não faz. Não fazemos a política de quanto pior melhor, a nossa política é de quem quer fazer o melhor para o povo brasileiro”, disse.
Respondendo aos questionamentos da imprensa nacional, o ministro Eduardo Braga revelou que o Brasil está no limite de sua capacidade responsável. Braga afirmou que o Governo realizou subvenções, subsídios e desonerações de impostos para conter a crise econômica, manter os programas sociais e preservar os empregos no País.
“Com humildade, o governo revela para toda a sociedade que está no seu limite. Assim, divide com todos a responsabilidade de fazer o Brasil vencer esses desafios e voltar a crescer. Os ajustes nos programas sociais são necessários, mas nenhum será extinto”, garantiu o ministro.
Com relação às manifestações ocorridas neste domingo (15/03), o ministro Eduardo Braga lembrou que a principal reclamação das ruas foi contra a corrupção. “Vivemos um período de absoluta independência, para que as instituições possam, com liberdade, exercer o seu papel constitucional de fiscalizar e garantir ao povo brasileiro a transparência das informações, doa a quem doer”, afirmou.
“Os instrumentos de combate à corrupção amadureceram. É só olhar o papel do Ministério Público e da Polícia Federal hoje e como era no passado. Uma democracia viva depende da vontade de seu povo de vivê-la em sua plenitude”, completou o ministro.
Questionado sobre como Dilma Rousseff avaliou as manifestações deste domingo, o Eduardo Braga disse que a presidenta está encarando com o sentimento de quem preza a liberdade de expressão e de pensamento. “As reivindicações são verdadeiramente democráticas. Ela foi presa durante o regime militar lutando pela liberdade de manifestação do povo brasileiro, ou seja, a presidenta tem na sua formação política a defesa do estado democrático de direito”, reforçou.

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