A manhã de sábado (30/8) amanheceu marcada por tensão política e um embate que promete reverberar nos próximos dias. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a presença de policiais na área externa da residência de Jair Bolsonaro, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Mas a decisão não passou despercebida por Eduardo Bolsonaro, que, mesmo a milhares de quilômetros nos Estados Unidos, não conteve sua revolta.
Em postagem intensa no X, o parlamentar não poupou palavras: “Espero que os policiais que violarem a casa de meu pai, tida na Constituição como asilo inviolável, saibam do abuso que estão cometendo, cumprindo ordem manifestamente ilegal”. A mensagem, carregada de indignação, rapidamente viralizou, reforçando a percepção de seus seguidores de que a situação ultrapassa o limite do aceitável.
A decisão do STF vai além da simples presença de agentes. Determina ainda inspeções rigorosas em veículos que saem da residência, incluindo porta-malas, com registro detalhado de motoristas, passageiros e encaminhamento diário dessas informações ao juízo. A medida, segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, visa prevenir um “risco concreto de fuga” do ex-presidente, conforme comunicado enviado à Corte na sexta-feira (29/8).
O episódio acende novamente o debate sobre limites constitucionais, asilo residencial e a atuação do Judiciário diante de figuras políticas emblemáticas. Enquanto Eduardo Bolsonaro denuncia o que considera abuso de autoridade, a determinação do ministro Moraes reforça a vigília sobre o ex-mandatário, transformando a residência de Bolsonaro em um palco simbólico de tensão.