Líderes religiosos do Amazonas assinam documento para firmar compromisso de respeito à liberdade religiosa

Com objetivo de estabelecer compromisso pela paz com respeito à liberdade religiosa, lideranças do segmento, reunidas na terça-feira, 18 de agosto, na sede da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc – rua 2, nº 2, conjunto Celetramazon, Adrianópolis, zona centro-sul), assinaram um Termo de Ajustamento Coletivo. A pauta foi aprovada durante o Encontro com Lideranças Religiosas, com a participação de representantes das igrejas católica, evangélica, messiânica, judaica, de matrizes africanas e espírita.

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A titular da Sejusc, Graça Prola, disse que o documento será composto de propostas discutidas na reunião e logo que aprovado será encaminhado aos Ministérios Público Estadual (MPE) e Federal (MPF). “É um documento totalmente democrático, pois, todas as lideranças presentes no encontro foram participativas e defenderam os princípios do respeito à liberdade religiosa”, explica.

O arcebispo de Manaus, Dom Sergio Castriani, destacou que a religião deve ter o papel de promover a paz. “Nós vivemos em mundo violento. Uma religião que promove a violência é um absurdo. Não podemos diabolizar os outros, temos que respeitar o direito à liberdade religiosa e o diálogo é o caminho. Disso nasce a paz e a boa convivência”.

Para o pastor da Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas, Sadi Caldas, a reunião foi exitosa devido a contribuição que a iniciativa trará ao segmento religioso para diminuir a violência, a criminalidade e as maldades oriundas da intolerância. “Precisamos produzir tolerância em forma de valores, sejam eles familiares ou morais. Qualificar o diálogo para que todos nós possamos conviver em paz”, enfatiza.

Segundo o sacerdote presidente da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama), Alberto Jorge, as religiões de matrizes africanas são as mais discriminadas e vítimas de intolerância religiosa no Amazonas. “A violência é tanta que somente neste ano, foram assassinadas quatro pessoas em Manaus em razão de sua crença. Isso não pode mais acontecer. Além de respeito, queremos justiça e que se cumpra o que for acordado no TAC”.

Participaram do encontro: Dom Sérgio Eduardo Castriani (Arquidiocese de Manaus), Sadi Rodrigues Caldas (Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas),Alberto Jorge (Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – Aratrama), Raimunda Nonata Correa (Povos e Comunidades Tradicionais Nagô), Janeth Lima (Povos e Comunidades Tradicionais Bantu, Jhonata Azevedo (Povos e Comunidades Tradicionais Jeji), Celina Baré (Povos e Comunidades Tradicionais), Jhonatas Moreno (Rede Nacional de Articulação de Religião Afro Tradicional), Fernando Barreto (Associação Axé, Amor e Fé), Rita de Cássia Castro de Jesus (Federação Espírita do Amazonas), Willian (Igreja Messiânica do Brasil), Isaac Daham (Sinagoga Judaica de Manaus, José Campelo de Figueiredo (Igrejas Evangélicas – Presbiteriana, Universal, Assembleia de Deus, Restauração, Batista, Adventista e Pentecostal),Pedro Florencio Filho (Secretaria de Estado de Segurança Pública).

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