Governo do Estado investe R$ 81,5 milhões no atendimento oncológico

 De outubro de 2017 a julho deste ano, o Governo do Amazonas investiu R$ 81,5 milhões na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade da rede estadual de saúde, referência no tratamento ao câncer, na região Norte. Boa parte desse recurso, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), foi para aquisição de medicamentos de alto custo, os antineoplásicos ou quimioterápicos.

A FCecon recebe pacientes da região e até mesmo de países vizinhos. Em junho deste ano, a unidade passou a integrar a Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC). Com isso, passou a receber pacientes do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, com despesas pagas pelo Ministério da Saúde (MS).

A fundação, conforme explica o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, já atendia pessoas de outros estados, mas sem agendamento previsto e arcando com todos os custos. Segundo ele, somente no segundo semestre do ano passado, foram 387 atendimentos desse tipo, na FCecon.

A unidade, ressalta Deodato, atua com tecnologia de ponta, que hoje é primordial no tratamento oncológico e que vem registrando avanços significativos. A diretora-presidente da FCecon, Ana Paula Lemes dos Santos, explica que o grande desafio da instituição, e que vem sendo alcançado, é a otimização dos fluxos de atendimento, de modo a absorver a demanda cada vez mais crescente. “O hospital tem sido procurado, cada vez mais, por pessoas de fora do Amazonas, em função da oferta de tratamento multimodal, que inclui cirurgias convencionais e minimamente invasivas, radioterapia, quimioterapia, iodoterapia, entre outras especialidades, abrangendo as que estão voltadas à reabilitação e aos acompanhamentos psicológico, nutricional e social, que também são essenciais durante o processo”, reforçou.

Ensino e Pesquisa Ana Paula cita a área de Ensino e Pesquisa como de fundamental importância, nos avanços terapêuticos que a FCecon tem conseguido alcançar, desenvolvendo estudos voltados à atualização e criação de novos protocolos assistenciais e inserindo um número significativo de acadêmicos, na busca pelo conhecimento. Ana Paula Lemes diz que o Amazonas tem conseguido se destacar nacional e internacionalmente nesse segmento. “Sabemos que o perfil do paciente atendido na FCecon é muito específico, já que nossa população tem hábitos de vida peculiares. Por isso, boa parte dos estudos está voltada para o comportamento, a alimentação e o estilo de vida dos pacientes. Tudo isso para que possamos compreender quais são nossos principais fatores de risco e, em seguida, alertar a população, reduzindo a estatística do câncer e, consequentemente, as mortes pela doença”, concluiu.

Tecnologia de ponta Em julho, a FCecon inaugurou a primeira Sala Inteligente para cirurgias Minimamente Invasivas do SUS, na região Norte, o Centro Cirúrgico Ambulatorial e mais 13 leitos, que ampliaram a capacidade de internação da instituição. O hospital passou de 138 para 152 leitos ativos – o número inclui Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Urgência. A nova estrutura, conforme explicou o secretário Francisco Deodato, faz parte do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Amazonas, para ampliar a oferta de vagas para o tratamento do câncer na instituição.

O Centro Cirúrgico Ambulatorial, situado no segundo andar da instituição, conta com quatro salas. O espaço é dedicado, exclusivamente, às cirurgias de pequeno porte, como biópsias que necessitem de anestesia (retirada de tecido para análise patológica) e conizações (retirada de uma parte do colo uterino).

Com essa estrutura, a expectativa é de um aumento de 17% no número de procedimentos cirúrgicos na unidade hospitalar, passando de aproximadamente 2.820 cirurgias/ano, para 3.300. Com suporte de alta tecnologia, a Sala Inteligente, também inaugurada em julho, é integrada ao Centro Cirúrgico da Fundação Cecon e é utilizada para abordagens denominadas como Videolaparoscopias. São intervenções cirúrgicas que utilizam pinças e o suporte de uma microcâmera, introduzida no corpo do paciente.

O diretor-técnico da FCecon, cirurgião Ênio Lúcio Coelho Duarte, explica que, entre as principais vantagens dessa modalidade cirúrgica, estão: menor tempo de internação, recuperação mais rápida do indivíduo e menos riscos de sequelas. O espaço também é integrado ao auditório da unidade hospitalar e transmite em tempo real, as cirurgias realizadas, auxiliando no aprendizado de internos e residentes do hospital.

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