Governo do Amazonas anuncia investimentos e entrega equipamentos agrícolas em Humaitá

Por determinação do governador Amazonino Mendes, a comitiva de secretários do Executivo desembarcou na cidade de Humaitá (a 675 quilômetros de Manaus), nesta sexta-feira (19/01), para destacar investimentos nas áreas de infraestrutura e no setor primário no município. Entre as medidas anunciadas, estão a distribuição de equipamentos agrícolas para Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros do Alto Crato (Apofac); apoio aos produtores de grãos e a construção do Anel Viário para facilitar o tráfego de veículos pesados no transporte de soja e outros produtos.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus, Oswaldo Said, o governador determinou investimentos da ordem de R$ 32 milhões na construção do Anel Viário e do asfaltamento de ramais e vicinais de Humaitá.

“O governador é preocupado com o homem do campo. Nós temos em Humaitá a soja, e ele (governador) está preocupado com o escoamento dessa soja. Então, incumbiu a secretaria de vir aqui para executar o cinturão viário da soja. Isso demanda de um estudo mais aprofundado, porque cada carreta carrega 40, 50 toneladas. Essas carretas não podem entrar na cidade porque vai estourar toda a cidade”, informou o secretário Oswaldo Said, destacando que os produtores rurais também serão beneficiados nas comunidades. “Além disso, o governador determinou que para toda a área de agropecuária, teremos a incumbência de ir aonde o agricultor se encontra para ter a facilidade no escoamento dessa produção. Se não tiver uma qualidade dos ramais, do sistema viário, toda a produção é perdida”, finalizou.

Equipamentos A presidente de honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), Mônica Mendes, entregou produtos agrícolas para a Associação de Produtores de Hortifrutigranjeiros do Alto Crato (Apofac), beneficiando 47 produtores rurais do município. Os equipamentos serão úteis para amenizar as dificuldades logísticas dos produtores. A Apofac atua na comunidade do Alto Crato, uma das áreas de maior produção agrícola do município de Humaitá. Entre as culturas agrícolas com maior produção na Apofac, estão a de banana com 150 toneladas, ao ano, e a de macaxeira que chega a 50 toneladas, ao ano. A média de faturamento da associação é de R$ 4,7 milhões.

A presidente de honra do FPS, Mônica Mendes, ressaltou que vai intensificar as entregas de equipamentos e transportes que estão aptos para as associações beneficiadas pelos editais. “Estamos intensificando as ações voltadas à produção rural para melhorar a produtividade. A mecanização da mão de obra é importante para melhorar a produção e a qualidade de vida dos produtores. Temos entregas programadas para outros municípios que tiveram projetos aprovados nos editais anteriores e vamos cumprir essa missão porque queremos ver o interior com atenção e melhores condições pra sua população”, comentou a presidente.

Os materiais entregues foram um trator agrícola de médio porte, 1 carreta basculante com capacidade de 2 toneladas, 1 calcareadeira, 1 plaina traseira reversível e 1 grade aradora. Os equipamentos fazem parte do Termo de Fomento firmado entre a Apofac e o FPS, com investimento de R$ 99,9 mil.

Soja O titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), José Aparecido, acompanhado de diretores dos órgãos ligados ao setor primário, enalteceu as ações determinadas pelo governador Amazonino Mendes, que, neste ano, direcionou investimentos no setor primário de aproximadamente R$ 800 milhões. José Aparecido informou que Humaitá voltou a exercer, após quase duas décadas, o protagonismo da plantação de soja no estado, com a colheita de 500 hectares de soja, na Fazenda Santa Rita.

“Isso aqui é a retomada de um sonho interrompido a três governos por falta de sensibilidade do que representa o agronegócio para o Brasil. Aqui, temos um exemplo claro, com 500 hectares de soja plantados, onde se produz 57 sacas por hectare que está dentro da media nacional. Hoje, provou-se que aquilo que o governador falava na década de 1990 e 2000 pode continuar. Vamos apoiar os produtores e aqui teremos o celeiro dos insumos que nós próprios precisamos. Nós precisamos acreditar e fortalecer a piscicultura, suinocultura, bovinocultura”, comentou o secretário que visitou os centro de reprodução de alevinos e de açaís na cidade humaitaense.


José Aparecido destacou a preocupação do governador Amazonino Mendes que vê o agronegócio como uma alternativa econômica para o estado. “A plantação representa a reinserção do Amazonas na economia do agronegócio brasileiro. Nós estávamos há 63 anos sem poder tirar um boi do Amazonas, exportar um queijo que se produz em Matupi (Humaitá). Com o Amazonas livre da aftosa, com essa produção de soja, com a produção de açaí e de peixe, nós estamos definitivamente inserindo o estado no contexto nacional do agronegócio. O agronegócio que tem salvado o Brasil nestas crises. E o Amazonas estava distante disso, enquanto olhávamos somente para a Zona Franca”, disse.

Soja em Humaitá Depois de quase duas décadas, Humaitá, que já produziu no governo Amazonino Mendes 11 mil hectares de soja, arroz, feijão e milho, voltou a ser protagonista na produção de soja, neste ano. Isso porque a Fazenda Santa Rita, no quilômetro 15 da BR-319 (Manaus-Porto Velho), iniciou a colheita dos primeiros 500 hectares do grão.

A expectativa, segundo o arrendatário da fazenda, Jucelito Foleto, é que a colheita por hectare resulte em três toneladas de soja. A saca de 60 kg do produto será comercializada em média por R$ 60. Produtor conhecido em Mato Grosso onde mantém plantios de diversos grãos, Jucelito ressaltou que, até 2019, a meta é colher cinco mil hectares de grãos como soja, arroz e milho. “É gratificante poder realizar o plantio de soja no estado do Amazonas, em Humaitá, numa área de 500 hectares. A lavoura desenvolveu bem. Perspectiva de colheita em torno de 3,1 toneladas de soja por hectare. O tempo está colaborando (com plantio). Eu acho que não vai ter problema nenhum a nível de colheita”, comentou.


Para Jucelito, o fato do Governo do Estado, por determinação do governador Amazonino Mendes priorizar o setor primário, em 2018, com investimentos da ordem de quase R$ 800 milhões, os produtores poderão buscar financiamentos para impulsionar o agronegócio na região Sul do Amazonas. “O governo sempre quando vem com notícias boas, viabilizando financiamentos a longo prazo, investimento a longo prazo, sempre é bom para o setor produtivo. Desde que seja um juro barato, nada que impeça a gente buscar seus recursos a órgãos financiadores. Contamos com apoio do governo com licenças ambientais. E sempre o apoio é bem vindo”, comentou.

O produtor Jucelito ressaltou que a soja no estado do Amazonas já está consolidada e o momento, segundo ele, é propício para novos investidores de maneira sustentável. No município, um novo porto graneleiro vai facilitar a exportação da soja. “A soja no estado já é consolidada. É uma atividade lucrativa. Para os empresários que queiram investir no Amazonas é a hora. Encontram-se terras boas para se comprar, campos. Não precisa desmatar nada. O governo vai destravar as leis ambientais. Eu acho que o resto é no mesmo modo de Mato grosso e Rondônia. Nada muda”, destacou.

FOTOS: CLÓVIS MIRANDA/SECOM

 

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