Ex-deputado petista Paulo Frateschi é morto a facadas pelo filho em SP

Polícia investiga se agressor teve surto psicótico; ex-parlamentar foi figura histórica na resistência à ditadura e aliado próximo de Lula
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Foto: Reprodução PT

O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT) foi morto na manhã desta quinta-feira (6) após ser esfaqueado pelo próprio filho dentro de casa, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, o agressor estaria em surto no momento do crime.

Frateschi foi atingido por golpes na cabeça e no braço e chegou a ser levado, em parada cardiorrespiratória, a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Sua esposa também ficou ferida ao tentar conter o filho, mas sofreu apenas lesões leves. O agressor foi contido por agentes e levado à delegacia, onde o caso é investigado pelo 91º DP (Ceasa).

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que o local foi preservado para perícia. As circunstâncias do surto e a motivação do ataque ainda estão sendo apuradas.

Professor por formação e militante histórico do Partido dos Trabalhadores, Frateschi foi preso e torturado pela ditadura militar em 1969. Ele exerceu mandatos de vereador e deputado estadual (1983–1987), presidiu o diretório estadual do PT e teve papel decisivo na organização das caravanas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018.

Amigo pessoal de Lula, Frateschi chegou a abrigar o então ex-presidente em sua casa, em Paraty (RJ), logo após sua saída da prisão em 2019. Em uma das viagens das caravanas petistas, foi atingido por uma pedrada ao tentar proteger Lula durante um ato em São Miguel do Oeste (SC).

O PT lamentou a morte em nota, destacando a “dedicação incansável à democracia e à luta social” de Frateschi.

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