Em entrevista José Melo destaca construção de nova FCecon e criação de rede de médicos especialistas no interior

 

O tema saúde foi um dos destaques da entrevista do governador do Amazonas, José Melo (Pros), candidato à reeleição, ao telejornal ‘Agora’, da TV Em Tempo, nesta terça-feira, dia 29 de julho. Entre as ações previstas em seu plano de governo para a área, Melo ressaltou a ampliação da Fundação Centro de Oncologia do Amazonas (FCecon) em Manaus e a construção de nova unidade no interior e a criação de uma rede de saúde com médicos especialistas em 14 municípios-polo do interior.

Além da construção do Hospital na Zona Norte de Manaus, com 300 leitos, José Melo defende a expansão de serviços e a descentralização para o interior como forma de aumentar a qualidade da saúde oferecida a população. Para enfrentar a falta de médicos especialistas, um problema de todo o país, o governador propõe criar nova rede, com atendimento em regime de rodízio 15 em 15 dias.

“Não existe esses médicos especialistas por mais concursos que se faça. Vamos fazer 14 polos no interior e colocar médicos especialistas em rodízio, para a questão da cirurgia, atendimento pediátrico, ortopedistas. Um leque de profissionais. Desse jeito, vamos amenizar. Hoje, nosso governo já tem as cirurgias itinerantes e vamos aprimorar isso”, declarou.

Em Manaus, o candidato planeja a construção de dois novos blocos prediais para abrigar o tratamento de radioterapia e quimioterapia da FCecon e ampliar os serviços para o interior, com a construção de novo centro de diagnóstico e tratamento do câncer. Medidas que devem ampliar a capacidade de atendimento da FCecon, que hoje recebe pacientes do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

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“Em primeiro lugar vou construir novo prédio do Cecon, e colocar a rádio e quimioterapia nesses dois novos blocos, para que a unidade principal possa ficar exclusivamente no atendimento ambulatorial. Pretendo também descentralizar e levar o Cecon para o interior para atender especificamente no interior. Estou em tratativas com outras unidades que fazem tratamento para trazer para cá”, disse. Outra proposta de Melo para a saúde é a criação de um programa de financiamento à Atenção Primária dos municípios.

O setor primário também foi abordado. Melo disse que a prorrogação a Zona Franca de Manaus é uma garantia importante e afirmou que o Amazonas precisa diminuir as desigualdades econômicas. Para isso, o governo já vem aplicando recursos no interior com estradas vicinais, rodovias, construção de escolas, hospitais e levando água encanada.

“Vamos incentivar a criação de peixe. É um modelo que está dominado. O mercado existe, com forte demanda. Vamos disseminar no interior. Vamos também defender a plantação nas áreas degradadas (2% do Estado) de frutas com aceitação no mercado e de defender a construção de indústria gás química, petroquímica, e fertilizante. Defender também uma indústria de fármacos e cosméticos. Aí sim, estaremos utilizando as matérias primas, no Amazonas, e descentralizando a economia de tal forma que possamos equilibrar a economia. Zona franca pujante e novo modelo no interior”, disse, defendendo ainda a expansão da UEA e dos investimentos na área de Ciência e Tecnologia como forma de desenvolver as riquezas regionais.

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José Melo reafirmou que a educação terá papel central em seu governo e disse que, além de aumentar o orçamento para a área de 25% para 30%, vai levar escolas de tempo integral a todos os municípios. “Vou aumentar os investimentos para que a gente possa atingir mais ainda as pessoas com os programas vitoriosos. As escolas de tempo integral são modelos vitoriosos. É o modelo brasileiro mais exitoso. O trabalho de valorização do professor vai ter reflexo positivo na qualidade da educação. Expandir as escolas e apoiando os professores para que eles possam continuar fazendo o seu papel”, enfatizou.

Ao falar sobre segurança pública, Melo disse que a educação também será parte integrada do processo. Ele garantiu a continuidade e o fortalecimento do programa Ronda no Bairro. “Segurança pública é a consequência. Temos que atacar as causas e onde atacamos. Com educação e políticas públicas que possam proteger nossos jovens e crianças para que eles não possam ser presas fáceis do tráfico de drogas, que é o que está enchendo nossas penitenciárias”, disse, destacando ainda que planeja construir uma nova penitenciária agrícola na capital.

 

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