Eduardo Braga diz que Balbina receberá projeto pioneiro de geração de energia

 

A área alagada que abastece a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, será usada para a geração de energia elétrica por meio de placas solares que serão instaladas em flutuadores que ficarão em cima dos reservatórios de água. A medida, pioneira no Brasil e já testada nos Estados Unidos, Japão, Alemanha e França, será implantada pelo Ministério das Minas e Energia (MME). O titular da pasta, Eduardo Braga (PMDB/AM), explicou o projeto em audiência pública realizada nesta quarta-feira (08/04) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) para debater o planejamento estratégico do governo para o setor energético brasileiro.

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Braga disse que o ministério tem se dedicado a estudar a adoção de novas tecnologias para diversificar a matriz de energia e trazer mais segurança energética ao País. Titular da comissão, a senadora Sandra Braga (PMDB/AM) indagou onde e em quanto tempo o projeto será colocado em operação. Segundo o ministro, o prazo para a instalação é de quatro meses.

“O prazo que nós estabelecemos como meta é de 120 dias para que tenhamos os dois primeiros projetos pilotos instalados. O primeiro será em Balbina e o segundo em Sobradinho, na Bahia, cada um nos grandes reservatórios dessas hidrelétricas”, respondeu.

O ministro também explicou que a geração de energia por meio de placas fotovoltaicas vai utilizar a mesma estrutura e linhas de transmissão já instaladas e que já atendem as hidrelétricas. A geração excedente vai suprir a necessidade de geração quando a capacidade dos reservatórios estiver baixa. Segundo Braga, os custos de investimentos nessa modalidade de geração serão menores do que de outras fontes de energia, com exceção da energia eólica.

“Nossa intenção é usar 1% da área de nossos reservatórios. Se 1% da área de nossos reservatórios der certo, o volume e a quantidade de energia que nós vamos produzir, garanto aos senhores que será equivalente a uma grande hidrelétrica nova neste País, com a vantagem de que nós estaremos usando as mesmas subestações, as mesmas linhas de transmissão”, explicou.

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