Corregedoria da Segurança Pública determina afastamento e retirada de posse de arma do delegado que matou o advogado

A Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas instaurou neste sábado (25/11), um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) em face do delegado da Polícia Civil Gustavo de Castro Sotero.

A Corregedora-Geral, delegada Íris Trevisan, determinou o imediato afastamento do policial e a retirada do porte de arma do policial.

A investigação na Corregedoria-Geral já está em andamento e as testemunhas do crime cometido pelo policial devem começar a serem ouvidas na próxima segunda-feira (27/11).CASO

 

ENTENDA O CASO

Advogado morre após levar tiro no peito no bar Porão do Alemão

Foto: Reprodução- AC

Pelo menos quatro pessoas foram baleadas na madrugada deste sábado, no bar Porão do Alemão. Uma pessoa, o advogado Wilson Justo Filho, morreu com um tiro no peito. Outras três pessoas ficaram feridas. 

O crime ocorreu por volta das 3h. O autor dos disparos, segundo a Polícia Civil,  foi o delegado Gustavo Sotero. Ele acabou preso e levado para o 19o Distrito Integrado de Polícia, onde foi indiciado por homicídio doloso e lesão corporal

As vítimas foram atingidas quando estavam no piso inferior do bar, bem próximo ao palco.

Pelas redes sociais as pessoas que estavam no momento do tiroteio relataram o momentos de pânico. “O atirador estava perto de mim. Vi os fogos da arma dele e fiquei paralisada”, relatou uma frequentadora do bar, que disse ter ficado ferida pelos cacos de vidro espalhadas após o tiro. “Saí engatinhando no chão cheio de vidro quebrado (…).  Tremia tanto, fiquei tão desesperada que não senti dor nenhuma, só queria ficar longe dele”.

O delegado Gustavo Sotero, foi preso em flagrante pelo assassinato do advogado Wilson Justo Filho, no Porão do Alemão.

Delegado Gustavo Sotero – Foto: Reprodução

Em seu depoimento, Sotero afirma que foi surpreendido com um soco e que chegou a pedir para o advogado parasse a agressão. O delegado também alegou que não conhecia a  Wilson Justo, e que não teve noção de que atirou em outras pessoas. Ele afirmou não saber precisar quantos tiros efetuou, “mas que foram somente os disparos necessários para pôr fim à agressão sofrida”.

O relato de Sotero diverge do depoimento da testemunha Alexandre Mascarenhas Pinto, que também consta no documento. Segundo ele, a confusão iniciou quando Gustavo atirou deliberadamente na perna da esposa de Wilson, Fabíola Oliveira.

Adovado Wilson Justo,- Foto: Reprodução

Wilson Justo Filho, conhecido como Wilsinho, era presidente do PR de Novo Airão. A esposa dele, identificada como Fabiola Rodrigues Pinto de Oliveira, de 31 anos, também foi baleada, mas segundo a Polícia Civil já teve alta. Outras duas pessoas também ficaram feridas mas já foram liberadas.

Além de advogado e político, Wilsinho também era praticante de rugby. Ele deixa duas filhas.

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