Centro de Parto Normal da maternidade Balbina Mestrinho é o ‘SUS que dá certo’, diz presidente do Cofen

“Hoje eu vi aqui um SUS (Sistema Único de Saúde) que dá certo”, disse o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, em visita ao Centro de Parto Normal Intra-hospitalar (CPNI) da Maternidade Balbina Mestrinho, na quinta-feira (20/02). A experiência de Parto na Água realizada no CPNI concorre ao prêmio nacional “Laboratório de Inovação em Enfermagem”.

A premiação, promovida pelo Cofen e pela Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil (Opas/OMS), selecionou o parto na água ofertado às grávidas na maternidade que pertence à Secretaria de Estado de Saúde (Susam) entre 390 projetos brasileiros inscritos. O projeto do Amazonas foi o único escolhido em toda região Norte. A próxima fase do prêmio acontece no mês de março, em Brasília.

“Acho que não foi à toa que essa experiência aqui do CPNI foi selecionada entre 390 projetos apresentados, agora, ao Laboratório de Experiências Inovadoras na área de enfermagem, selecionadas pela Opas e pelo Cofen e o Ministério da Saúde, como uma das 39 experiências inovadoras e que mostra que o Sistema de Saúde dá certo”, ressaltou o presidente do Cofen.

Apresentação do projeto – A diretora da Maternidade Balbina, Rafaela Faria, vai defender a iniciativa do CPNI em Brasília, durante Seminário de apresentação dos trabalhos, no dia 16 de março.

“Ele (presidente) conseguiu, através dessa visita surpresa, verificar que faz parte da nossa realidade aquilo que nós apresentamos no projeto. Um projeto que demonstra que o CPNI está reestruturado com capacidade duplicada, podemos fazer até 120 partos naturais por mês e a composição da equipe é exclusiva para enfermeiros obstetras da admissão até a alta. Esperamos estar entre os três primeiros selecionados e estamos trabalhando com muito afinco para que isso possa efetivamente se concretizar”, disse a diretora.

Reestruturação – O parto na água foi implantado em junho do ano passado na maternidade Balbina Mestrinho, desde a reestruturação do CPNI foram 420 nascimentos naturais.

A reforma foi feita a partir de uma parceria entre a Susam e o Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS). A obra entregue pelo governador Wilson Lima consistiu na ampliação do CPNI, de duas para quatro suítes. Com a reformulação, além do parto na água, a maternidade implantou também outras modalidades, como o parto de cócoras, parto na banqueta e parto na rede. Também foi implantando protocolo de atendimento humanizado para estrangeiras, indígenas, quilombolas e surdas. Além disso, os profissionais receberam capacitação para atendimentos em língua espanhola, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e tradução do “Juramento do Pai”, durante o Corte do Cordão Umbilical, para o espanhol e tukano, que é a língua falada pelo maior número de parturientes indígenas atendidas na maternidade.

Premiação – As experiências escolhidas no seminário de março receberão a visita dos avaliadores no mês de abril e, depois, as melhores iniciativas serão compiladas em uma publicação prevista para agosto deste ano. A entrega da premiação ocorre em novembro e a seleção é feita pelo Cofen em parceria com a Opas e Ministério da Saúde (MS).

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