Caravana da Sedecti para promover Rede Rhisa chega ao sul do Amazonas nesta semana

Rede também vai expandir ações a outros estados que compõem Amazônia Legal; Rondônia e Amapá que já solicitaram adesão ao projeto

Com a finalidade de promover e divulgar a plataforma colaborativa e inclusiva que é a Rede de Recursos Humanos e Inteligência para a Sustentabilidade da Amazônia (Rede Rhisa), uma equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), chega ao sul do Amazonas nesta segunda-feira (20/09), onde se reunirá com a comunidade científica e outros atores estratégicos naquela região.

Os municípios que receberão a vista da caravana no sul do Amazonas são Humaitá e Lábrea, onde as reuniões acontecerão nas unidades locais da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na terça (21/09) e na quarta-feira (22/09), respectivamente.

O projeto Rede Rhisa visa promover uma conexão com mais de 100 mil pesquisadores e entidades por meio de uma plataforma voltada à divulgação e à promoção de projetos e soluções no campo da ciência e da tecnologia, em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A iniciativa é coordenada em conjunto com a Sedecti, por meio da Secretaria Executiva de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti), com o Instituto Acariquara, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Para o titular da Sedecti, Jório Veiga, que acompanha a visita juntamente com a secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sedecti, Tatiana Schor; a ação com as visitas ao interior do Amazonas é uma estratégica para o fortalecimento da CT&I, além de trabalhar para a interiorização do desenvolvimento no Amazonas.

“A Rede Rhisa é uma grande oportunidade para que os pesquisadores possam mostrar seus estudos e, também, possam prestar serviços àquelas empresas que queiram desenvolver produtos que estão na nossa natureza. Ou seja, usar a biodiversidade que temos para gerar produtos vendáveis, que vão trazer emprego, renda e uma perspectiva diferente, especialmente, para a nossa população que vive no interior. E, no futuro, combinar tudo isso com a nossa capacidade industrial de 54 anos do nosso Polo Industrial de Manaus”, avaliou o secretário.

A programação no sul do Amazonas é voltada aos professores, pesquisadores, estudantes, associações, gestores públicos, cooperativas, instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), além do setor privado. No encontro, os coordenadores da Rede farão a apresentação da plataforma e explicarão como poderá ser feita a adesão da comunidade local ao projeto.

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Até agora, os municípios que já receberam a caravana da Sedecti e Rede Rhisa foram: Coari e Tefé, no Médio Solimões; São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro; e Itacoatiara, Silves e Itapiranga, na Região Metropolitana.

Região estratégica – Para o coordenador técnico da Rede Rhisa, Henrique Pereira, o sul do Amazonas se destaca por concentrar as áreas mais críticas do desmatamento do estado. Além disso, reúne um enorme potencial para a expansão da agropecuária, sobretudo devido à localização de três importantes rodovias federais (BR-364, BR-391 e BR-230) e da hidrovia do Madeira. A região nclui ainda a área da bacia do rio Purus, a única do estado a possuir um zoneamento ecológico econômico.

O lançamento nas cidades de Humaitá e Lábrea compõe uma série de mobilizações que a Sedecti, juntamente com as organizações desenvolvedoras da Rede Rhisa, realizarão neste ano em outros cinco municípios do Amazonas. A ideia é apresentar as estratégias e as ferramentas que serão utilizadas, a fim de formar uma densa rede colaborativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação regional para a troca de informações e experiências, além de apoio mútuo a projetos e interlocução com setores da sociedade, empresas e governos.

Rondônia – Além do Amazonas, a Rede Rhisa vai expandir suas ações para os demais estados que compõem a Amazônia Legal, a exemplo de Rondônia e Amapá, que já solicitaram apoio do projeto para potencializar suas atividades em prol do desenvolvimento sustentável.

Na quinta-feira (23/09), será a vez de apresentar a plataforma para as instituições de CT&I de Porto Velho (RO). Já para Macapá (AP), as tratativas para a mobilização estão em definição pela coordenação, e o encontro está previsto para ocorrer ainda neste ano.

Coloque

Mais de 100 mil cadastros – Em agosto deste ano, a Rede Rhisa chegou à marca de 100 mil cadastros realizados em sua plataforma entre pesquisadores e instituições. A marca foi alcançada por meio de busca e download de dados da Plataforma Lattes. Inicialmente, já fazem parte da plataforma pesquisadores e instituições de CT&I com sede nos Estados do Amazonas e de Rondônia.

Diariamente, a plataforma passa por atualizações e oferece novas funcionalidades aos usuários. Encontros organizados pelos coordenadores do projeto começaram a ser promovidos no interior do Estado desde julho de 2021. As mobilizações têm contribuído com a divulgação da plataforma e, consequentemente, com a adesão de atores e atrizes que integram o ecossistema sustentável da Amazônia Ocidental.

Além dos pesquisadores e das instituições de ensino e pesquisa, a Rede Rhisa também vai inserir as associações e cooperativas em sua plataforma na nova fase de desenvolvimento. Para isso, foi iniciada uma busca ativa que tem trabalhado na atualização das informações e na localização desse público por meio do serviço de call center.

Para mais informações sobre a Rede Rhisa, basta acessar: www.rederhisa.org.

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