Amazonas tem redução de 64% nos casos notificados de dengue

Redução é observada na comparação de janeiro a maio de 2022 com o mesmo período de 2021

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), registrou redução de 64% nos casos de dengue no Amazonas no comparativo de notificações registradas de janeiro a maio de 2022 (3.657) e do mesmo período (janeiro a maio) de 2021, quando foram registrados 10.199.

Os dados foram consolidados pelo Departamento de Vigilância Ambiental e Controle de Doenças (DVA) da FVS-RCP. Dos 3.657 casos de dengue registrados no estado, em 2022, Manaus foi a cidade que mais registrou notificações com 1.013 casos, seguida de Tefé (368), Envira (321), Tapauá (227) e Humaitá (212). De janeiro a dezembro de 2021, foram registrados 14.907 casos de dengue no Amazonas.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, alerta que os cuidados devem ser mantidos para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti que, além da dengue, transmite doenças como zika e chikungunya.

“Com a ajuda da população, conseguimos reduzir a notificação de dengue no estado. É de suma importância que apesar dos números reduzidos, os cuidados preventivos sejam mantidos para evitar que haja aumento de casos de dengue, assim como de zika e de chikungunya”, ressalta Tatyana.

O chefe do Departamento de Vigilância Ambiental (DVA) da FVS-RCP, Elder Figueira, reforça a importância da contribuição da população na eliminação de criadouros. “A redução de casos de dengue deve ser comemorada, mas precisamos sempre manter o alerta. Não podemos baixar a guarda. É importante que a população trabalhe juntamente com o serviço público, para eliminação de criadouros”, disse Elder.

Arboviroses

As arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos. As arboviroses mais comuns em ambientes urbanos são: dengue, zika e chikungunya. Os vírus causadores dessas doenças são transmitidos por Aedes aegypti.

O Aedes costuma se reproduzir com mais intensidade em épocas em que há a combinação da temperatura mais quente e chuvas. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, é preciso eliminar possíveis criadouros, impedindo o nascimento do mosquito.

Zika e chikungunya

De janeiro a março de 2022, foram registrados 81 casos de chikungunya no Amazonas. Já de janeiro a dezembro de 2021, foram registrados 371 casos da doença. Com relação à zika, de janeiro a março de 2022, foram registrados 49 casos da doença; de janeiro a dezembro de 2021, foram 213.

Prevenção

A transmissão da dengue acontece através da picada de um mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus, por isso a melhor forma de se proteger contra esta doença é combatendo o mosquito. Para isso, algumas estratégias eficazes incluem evitar o acúmulo de água parada, não deixar entulho no quintal ou colocar telas de proteção nas janelas, por exemplo.

As picadas pelo mosquito da dengue acontecem geralmente nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde, especialmente na região das pernas, tornozelos ou pés. Além disso, a picada é mais comum durante o verão, sendo por isso recomendado usar repelentes no corpo e inseticidas na casa, para proteção.

Referência

A FVS-RCP é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas, o que inclui a coordenação das ações estratégicas para controle das doenças transmitidas por vetores, como malária, dengue, chikungunya, zika, febre amarela, doença de Chagas e leishmaniose, por meio do Departamento de Vigilância Ambiental (DVA).

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