Maternidade Moura Tapajóz reforça mobilização para doação de leite humano em alusão ao dia mundial

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Foto - Divulgação/Semsa

o Dia Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado nesta terça-feira, 19/5, a Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), administrada pela Prefeitura de Manaus, reforça a importância da doação de leite materno e convoca a população a ajudar os recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), principais receptores do leite humano doado à unidade.

O Dia Mundial da Doação de Leite Humano é uma data simbólica, criada pela Rede Global de Bancos de Leite Humano, com ações ao redor do mundo para sensibilizar a sociedade e dar visibilidade a este ato nobre, discutindo e promovendo a importância da doação de leite humano e do aleitamento materno.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Nagib Salem, destacou que o leite humano doado literalmente salva vidas, pois tem impacto direto na evolução clínica dos bebês, especialmente dos prematuros.

“É importante que as mulheres lactantes tenham em mente que doar leite literalmente salva vidas. Toda mulher saudável que estiver amamentando pode doar, inclusive aquelas que tiveram seus filhos em outra maternidade, seja pública ou privada. Os bebês doentes e prematuros da Maternidade Dr. Moura Tapajóz precisam muito desse suporte”, ressaltou o secretário.

Segundo a diretora da MMT, Núbia Cruz, o leite humano doado é essencial para a recuperação dos bebês prematuros, porque, além de ser rico em anticorpos, fatores imunológicos e nutrientes essenciais, contribui para a proteção contra infecções, favorece o amadurecimento intestinal, auxilia no desenvolvimento neurológico e pode colaborar para a redução do tempo de internação.

“Sabemos que quando a mãe tem um bebê que nasce doente ou prematuro, o leite demora para fazer a saída natural, porque é o ato de amamentar que estimula o cérebro a produzir o leite. Então, quando este recém-nascido não está com a mãe, o próprio estresse do momento e a falta de sucção direta na mama são responsáveis por essa baixa de produção. Por isso, esse bebê necessariamente vai precisar de leite materno doado”, explicou a diretora.

Para doar, a mulher não precisa sequer sair de sua casa. A coleta é feita de forma segura e prática. A coleta domiciliar pode ser agendada por meio do telefone (92) 98842-8514 (somente mensagem de WhatsApp), de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou a doação pode ser realizada presencialmente na própria sede da maternidade, localizada na avenida Brasil, n°1335, bairro Compensa 1, zona Oeste, todos os dias, no horário das 8h às 17h.

O posto dispõe de automóvel com motorista exclusivamente para coleta de leite no domicílio das mães doadoras, buscando os vidros cheios e substituindo por vidros esterilizados, em dias e horários previamente acordados.

Todo o leite doado é rigorosamente analisado, pasteurizado e submetido a controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança, conforme rege a legislação que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, a RDC Nº 171.

O Posto de Coleta de Leite Humano da Maternidade Dr. Moura Tapajóz existe desde 2005 e funciona 24h para atendimento às pacientes internadas na unidade. Em horário comercial, também dá apoio às puérperas e mulheres que estão amamentando, com orientações sobre amamentação.

O posto também funciona como Sala de Apoio à Mulher Trabalhadora que amamenta. A sala tem o objetivo de oferecer um espaço seguro e acolhedor tanto para as mães servidoras públicas e demais colaboradoras da unidade, quanto para qualquer outra mulher que trabalhe nos arredores e que precise esvaziar suas mamas ou amamentar seus bebês, após o retorno da licença-maternidade.

O espaço é equipado com uma poltrona de amamentação, ar-condicionado, refrigerador com termômetro para armazenamento de leite, pia para higienização e material de apoio impresso com orientações.

“Amamentar é uma prática que precisa dessa rede de apoio. A sala é um espaço em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao seu filho, a fim de garantir o aleitamento exclusivo até os seis meses e continuado por pelo menos dois anos”, destacou a médica pediatra neonatologista e presidente do Comitê Hospitalar de Aleitamento Materno da MMT, Briza Rocha.

A amamentação é recomendada pelo Ministério da Saúde para crianças por pelo menos dois anos ou mais, sendo, de maneira exclusiva, até os seis meses. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de vidas são salvas todos os anos devido ao aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

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