Ufam abre exposição com relatos de mulheres que romperam ciclo de violência com apoio da Defensoria

Mostra gratuita “Sem Medo de Viver” reúne histórias reais de superação e fica em cartaz até maio no campus universitário, em Manaus
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Foto: Arquivo DPE-AM

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) abre, nesta quarta-feira (22/4), a exposição “Sem Medo de Viver”, que apresenta histórias de mulheres que conseguiram romper o ciclo da violência doméstica com apoio institucional. A abertura está marcada para as 16h, no Centro de Convivência do campus, no setor Norte.

A iniciativa reúne depoimentos de mulheres que enfrentaram situações de violência e reconstruíram suas trajetórias com suporte da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). A visitação é gratuita e segue aberta ao público até o dia 22 de maio.

Promovida pela Pró-Reitoria de Extensão da Ufam, por meio da Escola Estadual de Socioeducação do Amazonas (EES-AM), em parceria com a Defensoria Pública, a mostra busca ampliar o acesso à informação e incentivar a denúncia como caminho para a proteção e a garantia de direitos.

A exposição reúne relatos de mulheres como Rebeca Louise, Andréia Batista, Neuza Farias, Luciane Lopes, Darling Bessa, Simone Sousa, Vanderuth Sena, Elizabeth Sousa, Brenda Oliveira, Nadia Macedo e Maria Mônica, que decidiram buscar ajuda e reconstruir suas vidas.

Para o defensor público-geral, Rafael Barbosa, a iniciativa tem papel fundamental no enfrentamento à violência. “Queremos fortalecer um ambiente de acolhimento, em que a mulher se sinta segura para relatar a violência sofrida e, a partir disso, iniciar um novo ciclo de vida, com acesso à proteção e aos seus direitos”, afirmou.

A exposição já passou por diferentes espaços de grande circulação desde o lançamento, em agosto de 2025, como o Casarão da Inovação Cassina, shoppings da capital e a Assembleia Legislativa do Amazonas, ampliando o alcance da mensagem.

De acordo com a defensora pública Caroline Braz, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher, a proposta é dar visibilidade a histórias que possam inspirar outras mulheres. “Queremos mostrar que é possível sair da violência, mas que é fundamental buscar ajuda. Essas histórias nasceram a partir de escuta, acolhimento e acesso à rede de proteção”, destacou.

O atendimento às vítimas é realizado pelo Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), que conta com equipe exclusivamente feminina e atuação multidisciplinar. O serviço oferece orientação jurídica, acompanhamento processual e apoio em medidas protetivas, além de encaminhamentos nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

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