O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que pretende fechar um acordo para que a Groenlândia passe ao controle norte-americano “do jeito fácil ou do jeito difícil”. A declaração foi feita durante uma reunião, na Casa Branca, com executivos do setor petrolífero e acendeu um novo alerta diplomático sobre o futuro do território autônomo ligado à Dinamarca.
“Podemos defender melhor a Groenlândia se ela for nossa”, disse Trump, ao sustentar que os Estados Unidos têm legitimidade estratégica para intervir no destino da ilha. Em tom ainda mais duro, o presidente afirmou que não está discutindo compensações financeiras e deixou claro que a vontade dos groenlandeses não será determinante. “Faremos algo em relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não”, completou.
Sem descartar o uso da força, a Casa Branca reiterou que Trump considera a possibilidade de “comprar” a ilha ideia já rejeitada publicamente tanto pelo governo dinamarquês quanto pelas lideranças políticas da Groenlândia. Ainda assim, o presidente voltou a insistir que seguirá adiante com o plano. “Quero fechar um acordo do jeito fácil. Mas, se não conseguirmos, vamos fazê-lo do jeito difícil”, declarou.
Trump justifica a investida com argumentos de segurança nacional. Segundo ele, o controle da ilha estratégica e rica em minerais é essencial diante do avanço militar da Rússia e da China no Ártico. “Não vamos permitir que a Rússia ou a China ocupem a Groenlândia. É isso que vai acontecer se não o fizermos. Então faremos algo a respeito, seja pelo jeito fácil ou pelo jeito mais difícil”, afirmou.
Na Groenlândia, o recado já foi dado: líderes políticos e a população local rejeitam qualquer tentativa de anexação e defendem que o futuro da ilha seja decidido exclusivamente por seus habitantes não por ameaças vindas de Trump.






































































