O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7) que o avanço de conflitos armados, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, ameaça comprometer décadas de esforços internacionais para conter as mudanças climáticas e pode empurrar o planeta para um “apocalipse climático”.
Durante a abertura da segunda sessão temática da Cúpula do Clima, realizada em Belém (PA), o presidente criticou o aumento dos investimentos militares em detrimento das políticas de sustentabilidade. “O conflito na Ucrânia reverteu anos de esforços para a redução da emissão de gases do efeito estufa e levou à reabertura de minas de carvão. Gastar com armas o dobro do que destinamos à ação climática é pavimentar o caminho para o apocalipse climático. Não haverá segurança energética em um mundo conflagrado”, declarou Lula, sob aplausos.
O evento conta com a participação do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e de líderes europeus como o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Em seu discurso, Lula criticou o desequilíbrio entre o gasto global com defesa e o investimento em energia limpa. Segundo ele, enquanto trilhões de dólares são destinados à corrida armamentista, os países ainda não cumprem as metas de financiamento para mitigação dos impactos ambientais. “Não faz sentido falar em segurança quando o próprio planeta está em risco”, disse.
Ao final, o presidente voltou a defender a transição energética justa, com foco em redução da dependência de combustíveis fósseis e fortalecimento das políticas sociais e ambientais. “Precisamos de um pacto pela vida e pela justiça climática. O tempo de esperar acabou”, afirmou.






































































