Após ataque a prédios do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Obama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na sexta-feira (27), a seguranca foi reforçada por soldados do Exército e Policiais Federais.
Informações peliminares apuradas afirmam que os garimpeiros da localidade são suspeitos do crime. A ação criminosa ocorreu após uma operação do Ibama apreender balsas usadas em um garimpo.
A Operação Ouro Fino é realizada pelo Ibama, em conjunto com o ICMBio, desde a quarta-feira (25). A ação fiscaliza a atividade de extração ilegal de ouro no Rio Madeira. Ao todo, 37 balsas de garimpeiros foram apreendidas durante a ação, peritos da Polícia Federal de Porto Velho, Rondônia, foram deslocados para dar início às investigações.
O ataque durou cerca de cinco horas. Vídeos de celulares registraram a destruição. O reforço de agentes da Força Nacional de Segurança chegou ainda na sexta.
Eles também entraram no prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde funciona o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), mas foram contidos. Sem acesso ao local, o grupo ateou fogo em veículos que estavam estacionados na área.
Na manhã deste sábado (28), ainda havia fogo na sede do ICMBio. A sede do Ibama foi a mais afetada. Sete viaturas do órgão foram destruídas. Móveis, utensílios, computadores, arquivos e processos também foram destruídos.