FOTO: ALFRAN LEAO

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), utilizou a Tribuna, na manhã desta terça-feira (24), para rechaçar qualquer possível posicionamento homofóbico por parte do Poder Legislativo local e, ainda, reforçar as inúmeras atividades promovidas – entre elas audiências públicas e tribunas populares -, no que diz respeito à causa LGBT. “A Câmara jamais fechou suas portas. Não tenho relatos, nestes meus dez anos de parlamento, sendo quatro como presidente, de que algum grupo tenha nos procurado e encontrado a porta fechada. Não posso deixar que deem à Casa uma pecha que não é dela. Como uma Câmara pode ser taxada de homofóbica com agenda positiva e de tantos compromissos relacionados à causa?, questionou o parlamentar.

Wilker Barreto parabenizou o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Povos Indígenas e Minorias (COMDIHPIM), vereador Plínio Valério (PSDB), por manter de forma contínua os trabalhos em defesa dos segmentos. “Se tem uma comissão de direitos humanos atuante, essa é a dessa Casa. E eu afirmo e garanto que iremos realizar atividades quantas vezes forem necessárias, toda vez que uma minoria procurar essa Casa para levantar suas questões. Isso não é falácia, discurso de salvador. É ação. Temos relatórios, papéis que comprovam a atuação de nossa comissão”, complementou.

Barreto reforçou, ainda, a autonomia que todas as comissões da CMM têm para realizar suas próprias discussões e tomar suas providências com relação às diferentes áreas de atuação. Citou também inúmeras atas de atividades realizadas pela CMM, em prol do LGBT, a Tribuna Popular realizada, sob a propositura do vereador Elissandro Bessa (SD), em setembro do ano passado.

Em fevereiro do ano passado, representantes do movimento LGBT foram recebidos pelo presidente da Casa, Wilker Barreto (PHS), quando entregaram ofício solicitando maior aproximação dos grupos com o poder legislativo municipal. Receberam dele essa garantia, comprovada nas atividades e discussões promovidas pela Casa desde então.

Em agosto do mesmo ano, a Comissão de Direitos Humanos, Povos Indígenas e Minorias da Câmara Municipal de Manaus (COMDIHPIM/CMM) discutiu, junto aos LGBTs, a reativação da Gerência de Promoção dos Direitos Relativos à Livre Orientação Sexual (GPDRLOS) e a mediação da questão junto à Semmasdh. Na ocasião, de audiência exclusiva para o tema LGBT, foi levantado o retorno da Parada Gay para a Ponta Negra. A última questão foi resolvida.

Em setembro de 2017, uma Tribuna Popular sobre o movimento LGBT integrou a agenda da CMM. O evento levantou, além do retorno da “Parada Gay”, para a Ponta Negra, como também discutiu ações municipais no combate ao preconceito e à homofobia. O vereador Bessa (PHS) é o autor da tribuna.

Já este ano, em abril, uma nova audiência pública foi realizada pela Comissão de Direitos Humanos, Povos Indígenas e Minorias (COMDIHPIM) na sala de comissões da Casa para retomada de discussões sobre reativação da Gerência de Promoção dos Direitos Relativos à Livre Orientação sexual (GPDRLOS), que dentre os grupos, atende ao movimento LGBT.

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