FOTO: JOELMA SANMELO/UEA

 

O uso da tecnologia da informação e comunicação na rotina das pessoas idosas, a fim prevenir doenças e/ou auxiliar em seu tratamento, foi pauta central de uma reunião envolvendo a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o Ministério da Saúde (MS) e a Samsung.

O encontro aconteceu no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Escola de Saúde da UEA (UNA-SUS Amazônia), onde as soluções tecnológicas aplicadas à saúde do idoso serão desenvolvidas. A introdução de medidas preventivas nos aparelhos ‘smarts” móveis abriu e fechou o debate entre as instituições. A proposta é que a estrutura do UNA-SUS Amazônia, gerenciado pela UEA, desenvolva soluções em tecnologia para auxiliar na rotina dos idosos, parentes e até dos próprios médicos que lidam com esse público.

Para o coordenador de gestão do conhecimento do laboratório UNA-SUS Brasília, Vinicius Oliveira, a UEA detém da estrutura necessária para desenvolver tal conteúdo tecnológico. “Além do UNA-SUS Amazonas, aqui tem a Universidade da Terceira Idade (UnATI), que é um laboratório vivo e pode contribuir para materialização das soluções para o idoso”, avaliou.

Capacitação – A parceria entre a UEA, Ministério da Saúde e a Samsung, dentro dessa perspectiva, já existe há mais de um ano, desde a implantação do UNA-SUS, em outubro do ano passado. Nesse período, diversos cursos de capacitação em saúde da pessoa idosa, na modalidade de teleaulas, foram ofertados a profissionais e acadêmicos do segmento.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, ficou otimista com a possibilidade dos aplicativos serem desenvolvidos na estrutura da universidade. “É um momento importante em que começamos a discutir o uso intensivo de tecnologia de comunicação e informação na qualidade de vida do idoso e do ‘envelhecente’. Aprofundar essas discussões e desenhar projeto, que possa em curto espaço de tempo levar soluções embarcadas de celular e tablets para que pessoas idosas, familiares ou cuidadores possam utilizar principalmente na prevenção de doenças ou até mesmo acidentes.

Perspectivas da população idosa – Para a coordenadora de saúde da pessoa idosa, do Ministério da Saúde, Maria Cristina Hoffmann, há também, por parte do governo federal, uma preocupação com a população idosa, que hoje representa 14% da população, mas há estimativas que, nos próximos 10 anos, esse percentual seja muito maior. “As políticas públicas precisam se adaptar a essa realidade, seja no transporte público, seja no sistema de saúde”, disse Cristina Hoffman, ao considerar que as políticas de saúde preventivas são muito importantes para evitar uma população de idosos doentes.

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