Uarini é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Faz parte da Mesorregião do Centro Amazonense e da Microrregião de Tefé. Sua população, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 13 276 habitantes em 2016.

História

Tem sua história vinculada à de Tefé, que remonta à aldeia fundada no fim do século XVII pelo jesuíta Samuel Fritz. Até fins do século XVII sucederam-se as disputas entre espanhóis e portugueses pelo domínio do território, só se consolidando a ocupação militar lusitana em 1790. Como município, Tefé chegou a possuir área de 500.000 km². A partir de meados do século XIX, vão-se sucedendo desmembramentos de seu território, para dar origem aos novos municípios de São Paulo de Olivença, Coari, Fonte Boa, São Felipe (atual Eirunepé), Xibauá (atual Carauari) Japurá e Maraã.[6]

Em fins de 1981, Tefé apresentava uma estrutura administrativa em que estavam previstos cinco Subdistritos: Tefé, Caiambé, Alvarães, Jarauá e Uarini. Pelos novos desmembramentos determinados pela Emenda Constitucional nº 12 de 10.12.1981, o subdistrito de Uarini passou a constituir município autônomo

Economia

  • Setor Primário
    • Agricultura: é a atividade econômica mais produtiva, com destaque especial para a cultura da mandioca, da qual se fabrica a farinha de Uarini. A castanha-do-pará está em 2º lugar na economia. Possui culturas de arroz, feijão, juta, malva, milho e cana-de-açúcar entre as culturas temporárias e, manga, abacate, banana, laranja e limão entre as culturas permanente.
    • Pecuária: em termos econômicos a pecuária tem papel insignificante.
    • Avicultura: praticada em moldes essencialmente domésticos, voltados para a subsistência e consumo local, não gerando renda para as famílias.
    • Extrativismo Vegetal: alcança sua maior expressão no que se refere a exploração dos seringais nativos, castanha-do-pará e madeira.
  • Setor Secundário
    • Indústrias: olaria, panificadoras, marcenarias, movelarias e metalúrgicas.
  • Setor Terciário
    • Comércio: varejista.

Dos 5 municípios do país que tiveram decrescimento no IDHM entre 1991 e 2000, três são do Amazonas: Uarini, cujo IDHM passou de 0,611 para 0,599; Silves, de 0,684 para 0,675; e São Sebastião do Uatumã, de 0,661 para 0,659. Isso ocorreu, única e exclusivamente, por causa dos decréscimos registrados na dimensão da renda, que não foram compensados pelos incrementos positivos constatados nas dimensões longevidade e educação.

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