O governador do Amazonas, Amazonino Mendes, defendeu, durante o 1º Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras, em Rio Branco (AC), nesta sexta-feira, dia 27 de outubro, a integração entre os Estados brasileiros e instituições para a defesa da vida e o combate aos crimes que assolam o país. Amazonino destacou a necessidade de um plano político macro para a área da segurança pública no Brasil.

Amazonino Mendes, assim como os demais 19 governadores que estiveram presentes no encontro, assinou a Carta Acre, em apoio à criação do Sistema Nacional de Segurança Pública, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é que ações céleres no combate ao crime organizado e na proteção das fronteiras sejam viáveis com a destinação de recursos aos Estados.  

“Foi um encontro sério e que ressalta o lado bom da política brasileira. Precisa-se urgentemente de uma política mais firme, concreta, da busca pela unicidade ao combate ao crime, dando mais força à ação. É necessária a criação de um fundo para abrir linhas de crédito, para que possamos cuidar com mais eficácia, com seriedade, da questão da segurança”, declarou o governador.

Além da criação do Sistema Nacional, a Carta Rio Branco estabelece o Plano Nacional Integrado entre Governo Federal e estados para a segurança pública; força-tarefa integrada contra a fragilidade das fronteiras, para o combate ao narcotráfico, tráfico de armas e munições; integração das atividades de inteligência e informações dos governos estaduais e federal; fortalecimento da cooperação internacional em toda a faixa de fronteira, com a participação de governos estaduais; ampliação progressiva da presença das forças de segurança na faixa de fronteira, inclusive, por meio do uso de tecnologia em sistemas de monitoramento, compartilhados com estados, municípios e países vizinhos.

Além dos 20 governadores, parlamentares, autoridades federais do Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador e Alemanha, estiveram presentes os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen; da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim; da Defesa, Raul Jungmann; e o das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. Os ministros levaram a Carta Rio Branco para a análise do Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

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