Duas unidades atuarão como referência no atendimento a bebês com diagnóstico de microcefalia relacionada ao Zika vírus

A rede estadual de saúde contará com duas unidades de referência no atendimento a bebês com diagnóstico de microcefalia relacionada à infecção pelo Zika vírus: o Centro Especializado de Reabilitação (CER) do Governo do Estado e o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), este último específico para o atendimento oftalmológico.

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 As unidades foram definidas durante reunião do Comitê Multidisciplinar de Apoio ao Monitoramento, Prevenção e Controle da Ocorrência de Casos de Microcefalia no estado. Durante a reunião, com a participação das secretarias estadual e municipal de Saúde (Susam e Semsa), foram alinhadas novas estratégias e ações de reforço para o combate ao mosquito Aedes aegyti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus.

 As ações, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, fazem parte do trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado, para que a rede de saúde possa dar o suporte necessário, caso venham a surgir registros de bebês com diagnóstico de microcefalia, em decorrência da infecção pelo Zika vírus.

 Os casos de Zika vírus, segundo ele, ainda estão centralizados em Manaus, por enquanto. São 25 casos confirmados, sendo sete gestantes. Ainda aguardam confirmação da doença por laboratório, 201 pessoas, sendo 21 gestantes. Com relação à Dengue, o Amazonas já registrou, este ano, 330 casos, sendo 158 casos em Manaus. Até o momento, não foi notificado nenhum caso suspeito por Febre Chikungunya no Estado.

Unidade de referência – O diretor presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, explica que o CER da Colônia Antônio Aleixo será unidade de referência, na oferta de serviços de estimulação precoce e específicos de reabilitação, para os bebês com diagnóstico de microcefalia.

 “Esse tratamento é de longo prazo, uma vez que os pacientes portadores de microcefalia precisam de acompanhamento durante toda a vida”, afirmou.

 O Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) será a unidade de referência para o atendimento oftalmológico dos bebês com diagnóstico de microcefalia em decorrência da infecção pelo Zika vírus.

 “Aqueles bebês que apresentarem suspeita de problemas visuais serão encaminhados para esta unidade, onde terão acesso a exames diagnósticos e acompanhamento médico”, ressaltou Bernardino.

 Grávidas – Com relação às grávidas com Zika vírus, o acompanhamento será feito pela Semsa, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

 “Adotamos todas as medidas para que essas grávidas sejam acompanhadas no seu pré-natal com prioridade até o nascimento do bebê. O fato de as mães serem diagnosticadas com Zika, não significa que o bebê esteja com microcefalia, isso somente será confirmado durante os exames na gravidez e depois do nascimento da criança”, destacou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão.

Homero disse que das sete grávidas confirmadas, apenas três estão no primeiro trimestre da gravidez, o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Duas gestantes estão no segundo trimestre e as outras duas no terceiro.

“Nenhuma infecção tem 100% de possibilidade de transmissão para o feto durante a gravidez, como do Zika também não. E quando tem infecção no feto, elas não se manifestam da mesma forma. Por ser um assunto novo, não tem como a gente afirmar qual é essa taxa de transmissão e qual a chance do feto desenvolver a microcefalia”, declarou.

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