Covid-19: pacientes do interior começam a ser transferidos para tratamento em outros estados

Dois pacientes do município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) já desembarcaram em Belém (PA) para dar continuidade ao tratamento da Covid-19, na tarde desta segunda-feira (18/01). Outros cinco pacientes do município devem ser transportados na terça-feira (19/01), com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), para o Hospital de Campanha de Belém.

Para realizar a viagem, os pacientes são avaliados pela equipe médica antes de saírem do hospital e antes do embarque. A transferência para outros Estados, de pacientes com Covid-19 internados em unidades da rede de Saúde do Amazonas, tem seguido rígidos protocolos de segurança para resguardar pacientes e profissionais que estão atuando na operação.

De acordo com o secretário executivo de Assistência (SEA) do Interior, Cássio Espírito Santo, a iniciativa será estendida para outros municípios. “Estamos propondo para Coari e Tefé também, então os municípios do interior que tiverem dispostos e as famílias que autorizarem a remoção dos pacientes, a gente está com esse plano de remoção para que os pacientes possam ter o tratamento adequado”, disse.

O Governo do Amazonas decidiu pela remoção de pacientes, após dificuldade de abastecimento de oxigênio apresentado pela empresa White Martins, responsável pela oferta do serviço, devido ao aumento da demanda pelo produto nos últimos 15 dias, com o crescimento no número de internações na rede estadual.

“O Estado do Amazonas, na última onda da pandemia, conseguiu colocar respiradores em todos os municípios. Somos o único Estado que temos hospital em todos os municípios, o único Estado que tem 100% dos hospitais com respiradores, porém nesse agravamento da pandemia que houve aqui na capital e a dificuldade dos municípios do interior estarem encaminhando, a gente está fazendo uma coisa que está prevista no SUS, que é o Tratamento Fora de Domicílio”, acrescentou o secretário.

Os pacientes transferidos são selecionados atendendo a classificação de risco do protocolo de Manchester, adotado pelos médicos que atuam na Central Unificada de Regulação de Agendamento de Consultas e Exames (Cura), que estabelece as prioridades de atendimento de acordo com o quadro clínico de cada caso.

Os pacientes também assinam um termo de consentimento para a transferência. O transporte aéreo tem sido feito pela Força Aérea Brasileira, que tem atuado na força-tarefa ao lado do Governo do Estado e Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento da crise sanitária provocada pela Covid-19.

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