Bolsa dispara 14% após quinta-feira tensa; dólar passa de R$ 4,80

No fim de uma semana marcada pelo pânico no mercado financeiro global, a bolsa de valores reverteu quase toda a perda registrada ontem (12). O dólar, no entanto, voltou a subir e a fechar na maior cotação nominal desde a criação do real.

O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, encerrou esta sexta-feira (13) com alta de 13,91%, aos 82.677 pontos. O indicador seguiu a onda das principais bolsas internacionais, que reagiram a estímulos anunciados pelos bancos centrais do Japão e dos Estados Unidos, que injetaram dinheiro para amenizar a crise econômica mundial.

Apesar da alta de hoje, o Ibovespa encerra a semana com perdas de 15,63%. Esse foi o pior desempenho para uma semana desde outubro de 2008, quando estourou a crise imobiliária nos Estados Unidos. Em 2020, o principal índice da bolsa de valores acumula queda de 28,51%.

O otimismo no mercado de ações não se estendeu ao câmbio. O dólar comercial operou em baixa durante quase toda a sessão, mas encerrou a sexta-feira vendido a R$ 4,813, com alta de R$ 0,0271 (+0,57%). A divisa começou o dia com forte queda. Por volta das 10h30, chegou a R$ 4,64, na mínima do dia. A cotação, no entanto, subiu durante a tarde, após o presidente Donald Trump anunciar estado de emergência nacional nos Estados Unidos por causa do coronavírus e liberar US$ 50 bilhões para o combate à doença.

A moeda norte-americana encerrou a semana com alta de 3,85%. Essa foi a maior desvalorização semanal do dólar desde novembro do ano passado. A divisa acumula alta de 7,4% em março e de 19,93% no ano.

A semana foi marcada pela alta volatilidade no mercado financeiro por causa do agravamento da epidemia de coronavírus, elevado à categoria de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela disputa de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia. A imposição de quarentena em diversas regiões e países diminui a produção e o consumo, podendo levar a uma recessão global. O aumento da extração de petróleo por dois dos principais fornecedores mundiais diminui o preço internacional do barril, prejudicando países produtores como o Brasil.

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