MANAUS, 16/08/17 VEREADOR WILKER BARRETO (PHS) DURANTE TRIBUNA POPULAR SOBRE A SOCIEDADE PESTALOZZI NA CAMARA MUNICIPAL DE MANAUS. FOTO> TIAGO CORREA / CMM

Publicado em: 16 de Agosto de 2017 15:25

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS) criticou as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) pela falta de apoio na área social às empresas do terceiro setor. Barreto fez o desabafo durante Tribuna Popular realizada, na manhã desta quarta-feira (16), no plenário da Casa Legislativa, de iniciativa do vereador Dante (PSDB), diante do desabafo de representantes da Sociedade Pestalozzi de Manaus, entidade com 39 anos de trabalho e que no momento passa por dificuldades no atendimento pessoas com deficiência mental.

MANAUS, 16/08/17 VEREADOR WILKER BARRETO (PHS) DURANTE TRIBUNA POPULAR SOBRE A SOCIEDADE PESTALOZZI NA CAMARA MUNICIPAL DE MANAUS. FOTO> TIAGO CORREA / CMM

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“O terceiro setor é o braço irmão da sociedade. Onde o Estado não chega, com certeza, o terceiro setor está lá e é preciso ser valorizado. É uma tristeza ver que o nosso Polo Industrial tem cerca de 560 empresas, que dão mais valor para colocar sua marca em uma camisa de futebol do que ajudar um projeto social que contribui para a qualidade de vida do cidadão”, disse ele, ao afirmar que ninguém bate na porta de empresas do Terceiro Setor para oferecer ajuda. “E olha que o tema das empresas é a Responsabilidade Social”, acrescentou.

Para o vereador, o Distrito Industrial é frio no tratamento do Terceiro Setor. Wilker Barreto chegou a defender a criação de um fundo específico que financiasse as ações desse segmento. “Acredite, se o DI investisse no Terceiro Setor muitas das problemáticas dessas instituições sérias estariam resolvidas”, garantiu ao se colocar à disposição da Pestalozzi para audiências com o Centro das Indústrias (Cieam), Federação das Indústrias (Fieam), CDLM e entidades que detém capital, para pedir ajuda aos projetos das entidades que atuam na área social.

O vereador acredita que as empresas devem ter um olhar diferenciado para a Responsabilidade Social. “Sou fã do Criança Esperança (programa da Rede Globo), mas acho demagogia das empresas ajudarem só para aparecer em nível nacional na TV. Não estão preocupados com a atividade fim, mas apenas parecer que é uma empresa responsável”, afirmou ele garantindo que não condena às essas empresas, mas a demagogia.

O presidente assegurou também que é defensor do meio ambiente, mas acha que se gastam milhões e milhões de dólares com o meio ambiente, que é válida, ao mesmo tempo em que o braço social fica “a míngua”. Wilker acrescentou que se fizer um balanço hoje da área irá verificar que todas as instituições do Terceiro Setor mantêm atendimentos com dificuldade.

Wilker Barreto ressaltou, ainda, que a Câmara cumpre seu papel quando abre o parlamento para discutir e para a entidade relatar suas dificuldades, mostrar o trabalho que realizam. O vereador fez um apelo à sociedade civil e ao empresariado por mais solidariedade com essas entidades. “Estamos abrindo a discussão. O que temos hoje na Suframa em P&B são milhões e milhões e não temos nenhum centavo para Responsabilidade Social. Entendo que a sociedade precisa estar mais irmanada, pois o terceiro setor preenche lacunas da deficiência do próprio Estado, que para liberar recursos é uma burocracia”, disse.

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