Fotos: Divulgação/Semsa

Profissionais que atuam na investigação de agravos de notificação compulsória e que incluem doenças transmissíveis como meningite, leptospirose e sarampo, participaram na terça-feira, 6/3, de uma reunião promovida pelo Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), com o objetivo de qualificar e alinhar os processos de trabalho. O evento foi realizado no auditório do Distrito de Saúde (Disa) Sul, no bairro São Francisco.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que a investigação é realizada pelo Devae, departamento responsável por ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis, assim como a vigilância de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, saúde ambiental e do trabalhador, e também pela análise de situação de saúde da população.

“A investigação faz parte dessas ações e ajudam na proteção da saúde da população, identificando casos suspeitos de doenças e controlando os riscos de transmissão, evitando assim possíveis surtos e epidemias”, informa Magaldi.

De acordo com a responsável pela gerência do Centro de Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs Manaus), enfermeira Eliane Campos, a investigação epidemiológica é executada na rede municipal por quatro profissionais em cada um dos Disas: Sul, Leste, Oeste, Rural e Norte.

“É um trabalho realizado diariamente, inclusive nos fins de semana, já que se trata de investigação de casos suspeitos de doenças que precisam ter resposta imediata dos serviços de saúde. São tanto ações de controle, como o bloqueio vacinal, quanto de quimioprofilaxia, com medicação”, explica Campos.

A enfermeira lembra que uma das preocupações atuais no município é em relação aos alertas emitidos pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), referente ao surto de sarampo no Estado de Bolívar, na Venezuela, fronteira com Roraima.

“Os profissionais que trabalham com a investigação estão atentos a qualquer notificação de casos que possam ser considerados suspeitos para a doença. Assim, se houver algum registro de sarampo em Manaus, a Semsa poderá tomar imediatamente medidas que possam controlar a transmissão junto à população”, assegura Eliane.

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