O secretário estadual de Saúde, Orestes Guimarães de Melo Filho, esteve nesta sexta-feira (21/09) no Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ). Na unidade, que vem passando por reformulações feitas pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Orestes reuniu com a direção e com os profissionais e anunciou novas melhorias para o local. Ele ainda participou, junto com os residentes do CRDQ, da abertura da programação alusiva à campanha Setembro Amarelo de Prevenção ao Suicídio, realizada no auditório da unidade.

“Essa unidade passa por uma reformulação e estamos não somente acompanhando esse processo, como também identificando novas melhorias a serem feitas e que estarão contempladas no plano de manutenção, com previsão para ser executado em 30 dias”, disse o secretário.

De acordo com Orestes, assim como as demais unidades de saúde da capital, que estão passando por reformas e manutenção, o CRDQ também vai receber novas melhorias nas suas instalações. “Estamos reativando oficinas que estavam paradas e, para isso, é necessário a recuperação e a manutenção  dos espaços onde as atividades acontecem. Nosso compromisso é trabalhar intensamente para melhorar ainda mais as instalações, a formação de recursos humanos e o que mais for preciso”, afirmou o secretário.

Entre as mudanças já em andamento pela Susam está a substituição gradativa de mão de obra terceirizada por concursados. A Susam também realizou mudanças recentes na direção da unidade.

Localizado no quilômetro 53 da Rodovia AM-010, o CRDQ atua no tratamento de doenças mentais induzidas por uso de substâncias, conforme preconiza a Lei número 10.2016, a Lei da Reforma Psiquiátrica, que instituiu um novo modelo de tratamento aos transtornos mentais. Com capacidade para 100 residentes, a unidade tem hoje 95. De janeiro a agosto desse ano, foram feitas 266 admissões de pacientes, entre adultos e adolescentes do sexo masculino e feminino. O tratamento terapêutico dura no máximo três meses.

Ressocialização – O secretário de Saúde também conversou com as equipes de profissionais, dentre os quais psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros que atuam no local, sobre medidas necessárias à ressocialização dos residentes no pós-tratamento. Ele disse que a Susam vai buscar articulação com outros setores da sociedade e com órgãos governamentais para a atualização e implantação de novas oficinas terapêuticas e também para que o acompanhamento seja contínuo no pós-internação. “A pessoa precisa ser reinserida na escola, no mercado de trabalho, na família e na sociedade em geral. Sem esse apoio, o tratamento é inócuo e são grandes as chances de recaída”, ressaltou.

A diretora do CRDQ, Fabia Ileana Rosa, afirmou que o processo de reativação de oficinas terapêuticas, que estavam paradas quando a unidade foi recebida por essa gestão, está em andamento. Este ano já foram reativadas as oficinas de panificação, corte e costura,  biojóia e artesanato. “Conseguimos resgatar, em parceria com o Cetam, as oficinas. Com isso, abre-se a oportunidade deles saírem daqui qualificados e serem inserido no mercado de trabalho.

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