FOTO: ERLON RODRIGUES/PC-AM

 

Na manhã desta quarta-feira (08/11), o delegado Torquato Mozer, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou durante entrevista à imprensa, no prédio da especializada, sobre o cumprimento de um mandado de prisão temporária por homicídio qualificado contra o motorista Andrelino Mesquita Maia, 30. O motorista é investigado por conta do homicídio do sogro dele, Aldivane da Costa Nascimento, ocorrido na noite do dia 29 de outubro deste ano, por volta das 22h40, na residência onde moravam o motorista, a vítima e os familiares dela, na rua Tueré, bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. A vítima tinha 46 anos de idade.

De acordo com Torquato Mozer, o infrator foi preso pelas equipes da DEHS na manhã da última segunda-feira (0611), por volta das 6h, no local onde ocorreu o crime. O mandado de prisão temporária, com prazo de 30 dias, em nome de Andrelino foi expedido no dia 5 de novembro deste ano, pelo juiz Julião Lemos Sobral Júnior, que atuava na data, no Plantão Criminal.

Durante a coletiva, o delegado-adjunto da DEHS explicou a dinâmica do crime. “A filha e a companheira da vítima relataram, em depoimento na especializada, que na ocasião do delito, Aldivane estava consumindo bebida alcoólica desde a manhã daquele dia, e no fim da tarde iniciou uma discussão com a companheira dele, uma mulher de 46 anos, no andar de baixo do imóvel onde moravam. Uma das filhas do casal, uma mulher de ­28 anos, que é cônjuge de Andrelino, desceu junto com o companheiro para verificar o que estava acontecendo. Ao chegarem no local, ambos depararam com Aldivane agredindo a companheira dele e ameaçando-a com um revólver calibre 38 que pertencia a ele”, explicou Mozer.

Segundo Mozer, a companheira de Andrelino e o irmão dela, um homem de 27 anos, ainda tentaram defender a mãe deles, foi então, que o motorista conseguiu tomar a arma da vítima e efetuou três disparos contra a mesma que morreu no local.

“Inicialmente as testemunhas não relataram o que de fato teria acontecido dentro da casa, só diziam que uma pessoa desconhecida tinha efetuado três disparos contra a vítima e depois teria se evadido do local. Durante as investigações foi possível identificar que a distância entre a vítima e as testemunhas era de poucos metros, possibilitando que todos que estavam no lugar tenham presenciado o delito, identificamos então que o autor esteve dentro da residência. Chegamos a algumas testemunhas que relataram que houve uma briga na casa. Diante dos depoimentos contraditórios dos familiares com os relatos das testemunhas, a companheira e a filha da vítima revelaram o que realmente aconteceu no dia do crime”, disse.

O advogado do autor do crime, Edenilson Hosoda participou da coletiva e informou que o motorista não teve a intenção de matar Aldivane. “O sogro de Andrelino já vinha agredindo a companheira dele, tanto com abusos psicológicos como sexuais. Andrelino nos informou que a esposa dele, atualmente com 28 anos, sofreu abusos sexuais por parte do pai dela quando tinha entre 8 e 10 anos. Como a vítima era uma pessoa autoritária, usava do poder familiar para intimidar os filhos e a esposa dele, com quem viveu por 30 anos”, declarou Hosoda.

No prédio da DEHS Andrelino Mesquita foi indiciado por homicídio qualificado. O infrator irá permanecer custodiado na especializada até o término dos procedimentos cabíveis.

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