FOTO: Luiza Maria

A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado Juan Valério, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou na manhã desta segunda-feira (12/03), durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da especializada, sobre o cumprimento de mandados de prisão temporária em nome de Adriano Gomes Correa, 25, o “K2”, e Francisco Gomes da Silva, 28, chamado de “Thiago Doido”, envolvidos no homicídio de Rodrigo dos Santos Aranha, que era conhecido como “Balotelli”. O crime aconteceu no dia 3 dezembro de 2017, na segunda etapa de um conjunto habitacional situado no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus. A vítima tinha 21 anos.

O major Klinger Paiva, secretário da Secretaria-Executiva-Adjunta de Operações Integradas (Seaop), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), também esteve presente na coletiva de imprensa. Na ocasião, Juan Valério informou que na tarde da última sexta-feira (09/03), “K2” se entregou no prédio da DEHS, onde foi cumprido o mandado de prisão em nome dele. O infrator estava acompanhado de um advogado.

De acordo com o major Klinger Paiva, “Thiago Doido” foi preso na tarde do último sábado (10/03), por volta das 17h, pelas equipes da Seaop, em ação integrada com a equipe da Análise de Inteligência da DEHS. “Recebemos delações anônimas, por meio do número 181, o disque-denúncia da SSP-AM, informando que “Thiago Doido” estava escondido em uma residência na rua Independência, bairro Cidade Nova, zona norte da capital. Durante a abordagem, o infrator ainda tentou empreender fuga pelo telhado do imóvel, mas acabou capturado pelos servidores da Seaop”, explicou.

Os mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias, foram expedidos no dia 9 de fevereiro deste ano, pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. A dupla era alvo da operação “Keres”, deflagrada pela Polícia Civil na noite do dia 3 de março deste ano, sob o comando dos delegados Juan Valério e Torquato Mozer, respectivamente titular e adjunto da DEHS. A ação contou com o reforço de equipes lotadas em unidades da instituição e apoio de servidores da Seaop e da Polícia Militar. Os trabalhos ocorreram no local onde aconteceu o homicídio de “Balotelli”.

Ao longo da coletiva, Juan Valério destacou que no dia do crime, “K2” estava em uma motocicleta, dando apoio ao carro que estava levando a vítima até uma área de mata fechada. No lugar, o infrator segurou “Balotelli” enquanto estava sendo esfaqueado e, posteriormente, decapitado.

“O bando enterrou o corpo da vítima, mas no momento em que os infratores estavam saindo do balneário, algumas pessoas os viram deixando o local. Então eles retornaram à cova, desenterraram o cadáver e o abandonaram em uma área visível, onde foi encontrado naquele mesmo dia. Na ocasião, “Thiago Doido” foi até uma quadra de esportes naquela região e jogou futebol com a cabeça da vítima”, enfatizou o titular da DEHS.

 Conforme Valério, 22 pessoas participaram da morte de Rodrigo. A vítima foi decapitada e teve a cabeça jogada nas proximidades de uma quadra de esportes naquela região. Na tarde da última quinta-feira (08/03), por volta das 17h, Milena Garcia da Silva, 19, foi presa pelas equipes da DEHS. A jovem confessou, durante depoimento na DEHS, que decapitou a vítima utilizando uma faca.

O titular da DEHS relembrou que durante a deflagração da operação “Keres” foram cumpridos oito mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias, por homicídio. As ordens judiciais estavam em nome de Beatriz Lisboa Amaral, 18; Joyce Mara Batista da Silva, 19; Samara Silva Lima, 25; José Roberto Marinho Carlos, 34, o “Betinho”, e nos nomes de duas adolescentes, sendo uma de 14 e outra de 17 anos.

Outras duas pessoas já estavam presas: Ateildo Costa Ribeiro, 36, o “Bola”, preso no dia 2 de março deste ano, pelas equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e Francisco Gelisson Juca da Rocha, 26, conhecido como “Plenitude” ou “Xavier”, que está cumprindo pena no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), e é apontado como mandante do crime e chefe da organização criminosa.

“Além dos nove envolvidos, outras duas pessoas, ligadas ao crime, morreram durante as investigações”, disse Valério. A autoridade policial enfatizou que agora, com as prisões de “K2” e “Thiago Doido”, outras nove pessoas que participaram da morte de “Balotelli” continuam foragidas.

 Adriano e Francisco foram indiciados por homicídio qualificado e organização criminosa. Ao término dos procedimentos cabíveis na DEHS, eles serão levados ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde devem ficar à disposição da Justiça.

COMPARTILHAR