Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado Orlando Amaral, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou na manhã desta quarta-feira (05/12), durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no prédio da especializada, sobre o cumprimento de mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado em nome de Hudson Araújo de Souza, 22.

De acordo com Orlando Amaral, o jovem está envolvido nas mortes de Emily de Sousa Lima, Joedson Maia Nobrega e Lorena Amaral de Souza, que tinham, respectivamente, 18, 21 e 18 anos. Os crimes aconteceram no dia 19 de outubro deste ano, no bairro Armando Mendes, zona leste de Manaus. Na ocasião, Hudson e mais três infratores, Paulo Henrique Pórfiro de Souza, 19, e Pablo Lima Freitas, 22, presos no dia 20 de outubro deste ano, e um adolescente de 15 anos, apreendido no mesmo dia, torturaram e mataram as vítimas. “Os infratores registraram em aparelhos celulares a ação criminosa. Eles amarram as vítimas, as agrediram fisicamente, golpearam com faca e até chegaram a degolar uma delas. A tortura foi compartilhada nas redes sociais. Conforme testemunhas, as vítimas foram mortas porque estariam passando informações sobre o bando a integrantes de facções rivais”, explicou Amaral.

Conforme o titular da DEHS, policiais militares do Comando de Policiamento de Área (CPA) Leste encontraram Hudson em atitude suspeita, em um campo de futebol no bairro Armando Mendes. O fato ocorreu na última quinta-feira (29/11). O jovem foi conduzido ao prédio da DEHS, onde os policiais civis constataram a existência do mandado de prisão em nome dele. “Esse era o último elemento que faltava para concluirmos o caso. Em depoimento, Hudson disse que após o triplo homicídio passou um tempo se escondendo nos municípios de Iranduba e Manacapuru.  Depois, resolveu voltar para Manaus com a intenção de se entregar à polícia, mas acabou abordado por policiais militares antes disso”, relatou o delegado.

Hudson foi indiciado por homicídio qualificado. Ao término dos procedimentos cabíveis no prédio da especializada, ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá ficar à disposição da Justiça.

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