Foto: Lucas Silva / Semcom

O prefeito em exercício Marcos Rotta recebeu representantes do Banco Mundial na manhã da sexta-feira, 9/3, para uma reunião sobre o projeto apresentado pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, na conferência do Banco em Bangkok, na Tailândia, em novembro do ano passado, onde discutiu-se ações do programa “Cidades Resilientes”.

Durante o encontro, foram avaliadas todas as possíveis intervenções que compõe o projeto de infraestrutura resiliente para a comunidade Nossa Senhora de Fátima, na zona Norte. O local foi sugerido pelo prefeito Arthur ao Banco Mundial ainda na viagem a Bangkok.

Juntamente com o prefeito em exercício e secretário municipal de Infraestrutura (Seminf), também participaram da reunião as equipes técnicas do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e da Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e controle Interno (Semef).

Rotta explicou que a situação fiscal, administrativa e previdenciária da Prefeitura de Manaus garante condições para parcerias com a União e qualquer instituição financeira internacional. Ele destacou, ainda, a importância desses recursos para serem investidos em áreas de risco.

“Ter o Banco Mundial aqui com olhar clínico é muito bom, porque precisamos estimular parcerias para a cidade de Manaus, que é uma grande metrópole que tem problemas recorrentes e padece com as chuvas. Temos mais de 800 áreas de risco e quanto mais parcerias, como essa com o Banco, melhor para a cidade de Manaus”, disse o prefeito em exercício.

O coordenador de Infraestrutura do Banco Mundial, Paul Procce, enfatizou a qualidade administrativa da cidade de Manaus e o empenho das equipes técnicas que elaboraram e apresentaram o projeto. “Percebemos que existe um esforço muito grande na elaboração do projeto. É um enorme prazer estar trabalhando com a equipe da prefeitura para que possamos requalificar áreas com alto risco dentro da cidade e usar isso como exemplo para outros lugares”, disse.

A prefeitura de Manaus tinha a intenção de parceria com o Banco Mundial no valor de US$ 200 milhões para projetos nas áreas de resiliência urbana, Cidade Inteligente e mobilidade. Porém, com a limitação de garantias por parte da União, para que estados e municípios possam realizar empréstimos de organismos internacionais, se fez necessária uma readequação de projeto.

O secretário da Semef, Lourival Praia, explicou que, com a readequação, todo o foco do projeto será voltado para obras no bairro Nossa Senhora de Fátima, no valor de US$ 40 milhões. “Agora vamos adequar o projeto para uma média de US$ 40 milhões, sendo US$ 30 milhões oriundos do Banco Mundial e US$ 10 milhões da Prefeitura de Manaus. O projeto original tinha uma amplitude maior e agora e esse montante será investido no projeto de resiliência urbana”, esclareceu.

A equipe do Banco Mundial, acompanhada de técnicos da Semef e do Implurb, fez uma visita a comunidade Nossa Senhora de Fátima para conhecer os lugares que devem receber as obras.

Para o diretor-presidente do Implurb, Claudio Guenka, que acompanhou a visita, os técnicos do Banco Mundial puderam observar as áreas que sofrem com alagações e deslizamentos na cidade. “Essa visita dos técnicos do Banco Mundial foi para identificar toda a readequação do projeto, que deve ser aplicado nessa área e que é referente a uma problemática constante da cidade, além de trabalhar os acessos mais fáceis às linhas dos transportes públicos”, destacou.

 

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