FOTO: Divulgação/ Assessoria de Imprensa da PC-AM

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da equipe de investigação do 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o comando do delegado Aldeney Goes, titular da unidade policial, cumpriu na tarde de terça-feira (4/12), por volta das 16h, mandado de prisão temporária por associação criminosa em nome da contadora Deny Lourenço Gaspar do Santos, 38, investigada por comandar um esquema criminoso, dentro da empresa contábil onde trabalhava, responsável pelo desvio de mais de R$ 1 milhão.

De acordo com a autoridade policial, Deny foi presa no momento em que deixava o escritório de uma advogada, na rua Santa Isabel do Rio Negro, bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus. O fato ocorreu em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido na tarde de terça-feira(4/12), pela juíza Anagali Marcon Bertazzo, da 6ª Vara Criminal.

O titular do 19º DIP explicou que a infratora, juntamente com outras pessoas, entre familiares e amigos, está sendo investigada por desvio de recursos da empresa onde trabalhava, no bairro Centro, zona sul da cidade. “Ela era a contadora da empresa, mas tinha acesso para movimentar os valores do grupo empresarial. Após as suspeitas terem gerado o desligamento dela da empresa, ela passou a ter paradeiro incerto, sendo encontrada hoje em Manaus, porém já estava com passagem de ida para São Paulo na quarta-feira (5/12)”, relatou.

Aldeney Goes ressaltou que o próximo passo das investigações será descobrir o paradeiro dos valores desviados, que chegam a R$ 1.115.154,30 milhão. “Não sabemos se estão em espécie ou em contas secretas no Brasil e exterior. Não descartamos a possibilidade, ainda, do dinheiro ter sido usado para a compras de imóveis”, disse.

O titular do 19º DIP afirmou, ainda, que para colocar em prática a fraude a mulher contou com a ajuda de parentes. “Não sabemos, ao certo, o grau de participação de cada um dos envolvidos no esquema criminoso, mas já temos alguns nomes e nos próximos dias pretendemos ouvir essas pessoas. Estamos em posse de vasto acervo documental que comprova o envolvimento de Deny no desvio desse montante”, argumentou.

Deny foi indiciada por associação criminosa. O delegado esclareceu que irá apurar as circunstâncias em que os desvios aconteceram e a mulher poderá responder, ainda, caso comprovado, por furto qualificado, lavagem de dinheiro e falsificação documental. A infratora irá permanecer na carceragem do 19º DIP até o término dos procedimentos cabíveis em torno do caso.

COMPARTILHAR